O Jardim Paulo Archetti na zona oeste de Franca foi inaugurado há seis anos, mas até hoje não oferece condições básicas de infra-estrutura. Os moradores convivem com problemas como falta de guias, sarjetas, calçadas e asfalto. Em dias de chuva a lama toma conta das ruas. Além disso, as vias públicas e terrenos servem como depósitos de lixo e entulho. O loteador disse que providenciou tudo que a lei determinava e que agora é com a Prefeitura. A administração municipal devolve a responsabilidade ao loteador. Em meio ao “jogo de empurra” estão as 50 famílias que residem no bairro.
Não bastassem estes problemas, a instalação das galerias pluviais - que têm a função de escoar a água da chuva e são necessárias para o asfaltamento das ruas - tornou-se outro incômodo. A terra retirada para sua construção foi deixada no meio dos cruzamentos e as ruas ficaram intransitáveis. Para passar de carro, os moradores têm de improvisar caminhos.
A industriária Isana Alves, 28, da Rua Lázaro Pelizaro, disse que o responsável pelo loteamento tinha, por lei, dois anos para providenciar a galeria de águas pluviais. Levou seis. “Passou quatro anos (do limite legal) e parte do problema ainda persiste. Pagamos pelas galerias junto com os terrenos e dependemos da conclusão desta obra para ter asfalto”, disse.
O loteador foi procurado pela reportagem, mas não quis gravar entrevista. Informalmente disse que há um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) em vigor com o Ministério Público para regularizar a situação e que está cumprindo seus termos. Afirmou que as obras ainda a serem realizadas são de responsabilidade da Prefeitura.
A secretária de Urbanismo e Habitação Valéria Marson confirmou a existência do documento no MP, mas disse que o loteador ainda não realizou todas as obras que deveria. “Conforme exigido no TAC, foram executadas as redes principais de galerias e poços de visitas. Não foram instalados ainda os tampões provisórios dos poços, que estão protegidos por leiras (proteção feita com terra) e isto tem provocado a reclamação da população”, disse Valéria. “Ele tem que terminar o serviço que está fazendo. Foi notificado e terá 48 horas para tampar os buracos e regularizar as vias públicas”, completou. O prazo termina na tarde de hoje.
LIXO
Lixo e entulho nas ruas e terrenos são outra reclamação dos moradores. “As pessoas também jogam animais mortos nas ruas”, disse o cortador desempregado Florêncio Feliciano, 50. A costureira Claudia Vicentina da Silva, 43, disse que por causa do lixo, “ratos entram dentro de casa”. Os proprietários de terrenos serão notificados para providenciarem a limpeza, garantiu Valéria Marson.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.