O lavrador João Gabriel de Assis, 65, morador no Jardim Aeroporto III está internado em estado grave no CTI (Centro de Terapia Intensivo) da Santa Casa de Franca. O homem, conhecido como “João Preto”, foi espancado por uma gangue próximo à sua casa na noite do último dia 3. Segundo familiares, Assis foi encontrado caído na Rua Honório de Lima, inconsciente e com vários ferimentos pelo corpo. No hospital foram constatadas fratura de costelas e hemotorax (sangue no pulmão). Até ontem à noite Assis estava em estado grave, em coma e respirava por aparelhos.
De acordo com informações da polícia, o lavrador foi espancado por cerca de nove pessoas, que desferiram socos, chutes e chegaram a bater com a cabeça da vítima em um muro. Enquanto isso ocorria, comparsas dos agressores ficaram vigiando os dois telefones públicos próximos ao local para evitar que a PM ou uma ambulância fossem acionadas por populares.
A ocorrência foi registrada pelo 4º DP (Distrito Policial) na última segunda-feira. Até agora foi apurado que o lavrador teria se desentendido - com pessoas ainda não identificadas - que esta seria a causa das agressões. “As investigações preliminares apresentam uma espécie de rixa ou o revide de outra agressão anterior”, disse o investigador Reginaldo Cabral Calil.
O policial disse que hoje deverá ouvir alguns suspeitos de participação no espancamento de Assis. Os nomes dos supostos agressores não foram divulgados. “Descobrimos algumas pessoas que estavam no dia dos fatos com a vítima e outras ligadas diretamente a ela. Para não atrapalhar as investigações nós vamos ocultar (os nomes)”.
A reportagem apurou que uma das testemunhas-chave para a elucidação do caso é a namorada de Assis, uma dona de casa residente na rua que ele foi espancado. O lavrador estaria na casa da mulher no momento que houve a abordagem por parte dos agressores.
FAMILIARES
Os familiares de Assis, que ontem estavam reunidos na porta da Santa Casa, disseram desconhecer qualquer tipo de desentendimento do pai que pudesse motivar o crime. Roberto Gabriel, filho da vítima, estava revoltado com a agressão. “Não sabemos quem fez isso com meu pai. Ele foi espancado de maneira covarde. Esperamos que a polícia consiga prender os autores. Meu pai ficou caído, sangrando, sem que ninguém pudesse fazer nada por ele”, disse, referindo-se a uma suposta cobertura dada aos agressores por comparsas, que não teriam permitido que os presentes acionassem a polícia ou socorro.
Uma filha do lavrador foi a primeira a chegar no local onde o pai estava caído. Disse ao irmão que Assis estava desfigurado e que só o reconheceu quando se aproximou bem. “Minha irmã recebeu a notícia de que um homem tinha sido espancado. Quando chegou, viu que era meu pai”, disse Gabriel.
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