Lei do silêncio dificulta a investigação


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A lei do silêncio dificulta o trabalho da polícia. Para tentar identificar os autores das agressões contra o lavrador João Gabriel de Assis, o “João Preto”, vários vizinhos foram procurados ontem pela polícia, mas todos se calaram. Apesar do local ser bastante movimentado, o medo de represálias impede as pessoas de dar informações. Até o momento, não há um depoimento formal sequer acerca do espancamento. A reportagem do Comércio também tentou ouvir moradores das proximidades de onde o lavrador foi agredido, mas constatou a mesma dificuldade encontrada pela polícia. Quase todos os consultados disseram desconhecer o ocorrido. Uma das poucas informações obtidas é que “João Preto” estava se relacionando com uma mulher, moradora na rua em que ele foi agredido, que já esteve envolvida em um assalto. Uma mulher, que reside em uma rua próxima ao local onde João foi espancado, disse que o medo dos vizinhos é justificado dada a pressão dos marginais que agem nas proximidades, a quem ela se referiu como “muito violentos”. O investigador Reginaldo Cabral Calil disse que o receio dos vizinhos atrapalha, mas não impedirá o esclarecimento do caso. “Todos têm medo de represálias. Ainda assim, nós identificamos uma senhora de 41 anos que, há dois meses, teve outro namorado agredido e assaltado no bairro. Mas ainda não podemos afirmar que exista ligação entre os dois crimes”, disse. A mulher deverá ser ouvida hoje no 4º DP.

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