Júlia Freitas Massucato Rezende, 12, e sua mãe, Valéria Freitas Rezende, 37, foram as únicas sobreviventes da tragédia ocorrida na Ouvidor Freire há pouco mais de dois meses.
Mãe e filha foram baleadas pelo ex-seminarista Hélder Massucato, respectivamente, marido e pai das vítimas. O crime aconteceu em 24 de outubro do ano passado, quando Hélder decidiu pôr fim à sua própria vida e de seus familiares mais próximos.
Por volta das 10 horas daquele dia, Hélder se apossou de um revolver calibre 32 que o pai mantinha guardado em casa e atirou na mulher, Valéria, nos três filhos - as gêmeas Letícia e Júlia, e no menino Alexandre, de 7 anos - e na própria mãe, Lourdes, que morreu no local. Em seguida atirou contra a própria cabeça, caindo próximo à mãe. Letícia e Alexandre morreram depois de serem hospitalizados. Valéria deixou o hospital cinco dias após os crimes.
Júlia perdeu, segundo a Santa Casa, entre 30% e 40% de massa encefálica e foi submetida a duas cirurgias, permanecendo no CTI (Centro de tratamento Intensivo) da Santa Casa de Franca por 20 dias.
Valéria foi atingida na têmpora, passou por uma cirurgia para retirada do projétil e recebeu alta do hospital em 29 de outubro.
Em depoimento extraoficial, um dia antes de receber alta, a cabeleireira descreveu Hélder como um homem amoroso e negou que o casal tenha discutido antes do crime. "Eu acho que ele cansou de tudo. Queria se matar e levar junto todo mundo que ele mais gostava", disse ainda no hospital ao delegado Márcio Murari.
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