Uma mudança na forma de tributação de cervejas e refrigerantes pode encarecer estes dois produtos em Franca. Até dezembro impostos como IPI, Cofins e PIS eram recolhidos de forma única, por unidade vendida. Desde o dia primeiro deste mês as alíquotas são variáveis de acordo com o tamanho da embalagem (lata, garrafa retornável ou PET) e o preço final do produto.
Quanto mais caro, mais taxado será. Fabricantes e distribuidores da cidade acreditam que bebidas com preços maiores, pela nova regra, poderão subir até 10%. Mas com receio de queda nas vendas eles resistem aos reajustes.
Gerente de vendas das cervejas Itaipava e Crystal em Franca, Ricardo Marigueti não sabe precisar quando ocorrerá o aumento, mas já teme quedas nas vendas. “Tivemos um reajuste em dezembro, que ocorre normalmente todo fim de ano. Se houver mais um, o consumidor sentirá e aquele que bebe duas cervejas por dia passará a tomar somente uma”, disse.
Atualmente cada caixa com 24 unidades da marca Crystal é vendida para o comerciante ao preço de R$ 33,50. A de Itaipava custa R$ 42. “Não sei se a empresa absorverá o reajuste, imagino que não, mas ainda não temos uma posição oficial”.
A Cia de Bebidas Ipiranga, distribuidora da Coca-Cola na região, disse que reajustará os preços em 3% para refrigerantes e 6% para cervejas ao longo do mês, abaixo do limite máximo permitido pelo novo sistema de tributação. A assessoria de imprensa da empresa comunicou que os preços serão determinados em função do tamanho e sabor das bebidas.
Na Fors Refrigerantes o diretor Antônio Carlos Franchini Filho não repassará por ora o aumento dos impostos no preço do produto final. Para ele, a nova forma de tributação é mais justa que a anterior. “A alta no imposto é variável e será controlada pela Receita. Essa mudança é uma luta dos pequenos fabricantes, que eram prejudicados na cobrança de um imposto com valor fixo tanto para quem vende uma bebida a R$ 3 como para quem cobra R$ 1 pelo produto”.
Para Franchini, se houver aumento a curto prazo será em decorrência dos insumos estarem mais caros, entre eles o gás carbônico. Atualmente, um refrigerante Fors (Cola e Guaraná) de dois litros custa em média R$ 2 para o consumidor.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.