Jornal escola


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O Projeto Jornal Escola completou neste ano dez de criação. O programa foi implantado pelo Comércio da Franca com um objetivo simples: mostrar para as crianças das escolas da cidade como funciona um jornal. O projeto, que nasceu tímido, cresceu e, em 2008, foi totalmente reformulado. Somente no segundo semestre, recebeu a visita de quase 2 mil estudantes. Passou a ser considerado uma ferramenta dentro da sala de aula por professores que passaram a desenvolver atividades com jornal para incentivar a leitura. O recebimento diário do jornal por seis escolas de Franca, oferecido pelo GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação), foi uma experiência interessante para alunos, professores e para o grupo de comunicação. As escolas que recebem o jornal todos os dias são: “Doutor Valeriano Gomes do Nascimento (CAIC)”; “Professora Ana Rosa de Lima Barbosa”; “Professora Olívia Corrêa Costa”; “Professor José Mário Faleiros”; “Professora Vanda Thereza de Senne Badaró” e “Professor César Augusto de Oliveira”. As escolas foram escolhidas por meio de um sorteio. “Os professores responderam com entusiasmo a nossa proposta e têm dito que o jornal possibilita às crianças uma aproximação com a comunidade. Muitas não sabem sequer como é a vida no seu bairro, imagine então o que ignoram em termos de cidade. Os alunos tornam-se mais críticos em relação à realidade em que vivem”, disse a presidente do Conselho de Administração do Comércio, Sônia Machiavelli. A professora da 3ª série do Caic, no City Petrópolis, Valdirene Aparecida Pavani, sabe bem o que é isso. Ela conta que a turma dela aprendeu a explorar cada cantinho do jornal. “Depois disso, eles montaram o nosso jornal com acontecimentos da própria escola”. Pensa que parou por aí? Não. Depois de explorar ao máximo o jornal, os estudantes usaram o papel para o artesanato. Os alunos da “Mário Faleiros”, no Aeroporto III, já são íntimos do Comércio. Várias turmas passaram pelo prédio neste ano. O retorno para a escola era sempre esperado pelos demais colegas que ansiavam pelas histórias. “O resultado foi muito bom, especialmente porque as crianças entram em contato com o que está acontecendo”, disse a professora da 4ª série Elaine Muniz. O entusiasmo é tanto que neste ano a escola toda participou do concurso de cartões de Natal promovido pelo Clubinho. O suplemento infantil sai uma vez por semana, às quintas-feiras, encartado na edição do Comércio. Ele foi criado pensando exatamente neste público, crianças até dez, 11 anos, já alfabetizadas. O Clubinho é um caderno voltado só para elas. Com linguagem que elas entendem. “Até quando damos receitas culinárias, uma das seções mais lidas, procuramos contextualizar, fazendo referência a culturas diferentes, sabores incomuns, coisas assim, que levem a criança a pensar em diversidade”, disse Sônia Machiavelli. O Jornal Escola também proporciona momentos emocionantes. A professora Fernanda Cristina Souza, da 3ª série da Escola Municipal “Professor Paulo Freire”, lembra de um aluno de 11 anos que tem problema auditivo e surpreendeu todo mundo durante a visita à Rádio Difusora neste ano. “Ele não escuta nada, mas quando entrou no estúdio começou a dançar. Ele sentiu a vibração. Foi emocionante”. Colaborou Bárbara Borges

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