Com doença grave, servente pede ajuda para não morrer


| Tempo de leitura: 2 min
SOFRIMENTO - O servente de pedreiro Marcos Quintino de Lima, na casa simples onde mora, na Vila Santa Rita: tratamento para feridas em suas pernas custa R$ 12 mil
SOFRIMENTO - O servente de pedreiro Marcos Quintino de Lima, na casa simples onde mora, na Vila Santa Rita: tratamento para feridas em suas pernas custa R$ 12 mil
Marcos Quintino de Lima, um servente de pedreiro de 50 anos, pode morrer se não conseguir rapidamente um tratamento médico avaliado em R$ 12 mil. Ele sofre de má circulação sanguínea, doença que causa feridas nas suas pernas e que, segundo o médico Pedro Saad Farah, pode evoluir para infecção generalizada e levá-lo à morte. O sofrimento do servente começou em janeiro do ano passado, quando uma dormência nos pés o fez procurar tratamento na rede pública. “Procurei o médico e ele me disse que era má circulação nas pernas. Então recorri a um especialista do município, mas ele só atendia de 90 em 90 dias”, disse. Enquanto buscava atendimento, Quintino viu seu caso se agravar: surgiram feridas em seus pés que rapidamente se estenderam para os tornozelos e causam grande desconforto. Atualmente é obrigado a usar muletas para se locomover. Em uma de suas últimas passagens pela rede pública, em 30 de outubro, o médico classificou as úlceras de suas pernas como “crônicas e sem melhoras com o tratamento habitual”. Quintino foi comunicado, então, que o tratamento necessário - com oxigênio puro - não é coberto pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O servente então, desesperado, procurou atendimento em uma rede particular de emergências médicas. Depois de ser avaliado e ter o grave diagnóstico confirmado, foi encaminhado para o Hospital São Paulo, em Ribeirão Preto. No local foi informado que seriam necessárias pelo menos 40 sessões para que ele fosse curado. Cada uma custa em média R$ 300. O total de R$ 12 mil que precisaria ser despendido é um valor alto demais para os rendimentos de Quintino, que sobrevive com o auxílio-doença do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) de R$ 415 mensais, mora sozinho em uma casa simples, na Rua Alberto Eliezer Filho, 1.027, na Vila Santa Rita, e paga R$ 100 de aluguel. As únicas esperanças do servente, agora, são contar com a solidariedade das pessoas ou com uma decisão judicial. Ele ingressou com uma ação, movida pela advogada Gabriela Cintra Pereira, que o atende através da assistência judiciária gratuita. Com base em um artigo da Constituição que garante a assistência de saúde como um direito do cidadão, a advogada quer que o município banque o tratamento. “O médico deixou claro em seu relatório que não existe outra saída a não ser este tratamento e que a doença vai afetar outros órgãos se não for tratada”, disse.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários