A acirrada disputa pela presidência da Câmara de Cristais Paulista, quinta-feira, ainda causa polêmica na cidade e poderá resultar em mudanças na composição do Poder Legislação local.
Inconformado por perder o cargo graças ao voto contrário e decisivo de um integrante do partido, o PTB pedirá sua expulsão ao diretório estadual. Com isso, acredita que o vereador “infiel” poderá ser cassado pela Justiça Eleitoral, o que abriria a vaga para o primeiro suplente da sigla.
A presidência foi disputada por Edvaldo José da Costa (PSDB), candidato da oposição, e Carlos Roberto Bastianini (PMDB), do bloco de apoio ao prefeito Hélio Kondo (PMDB). Bastianini foi eleito com cinco votos contra quatro do adversário. Entre os que apoiaram o vencedor estava José Lourenço da Silva (PTB), que ficou com a vice-presidência.
A direção do PTB alega que havia decidido, em assembléia geral, votar no candidato do PSDB. Como não seguiu a orientação, José Lourenço, que disputou uma eleição pela primeira vez, está sofrendo represália e passou a ser persona não grata dentro do próprio partido. “Nosso vereador descumpriu o que havia sido acordado e registrado em ata. Por isto, vamos pedir sua expulsão ao nosso diretório estadual. Uma vez expulso, esperamos que seja cassado pela Justiça, pois o mandato pertence ao PTB”, comentou César Mamede, coordenador regional do partido.
Para o vereador francano, Vanderlei Martins Tristão, membro do diretório estadual do PTB, há base legal para a expulsão, pois o estatuto do partido prevê este tipo de medida em caso de descumprimento de decisões ratificadas em assembléia geral.
Além disso, Tristão disse que o Ministério Público de Cristais Paulista entrará com uma representação para apurar outras supostas irre gularidades cometidas pelo candidato durante o processo de formação da mesa da Câmara.
VEREADOR NEGA
Durante a eleição para escolha da mesa diretora da Câmara, José Lourenço declarou não ter feito acordo com nenhum partido e que não teria participado de reunião para tratar do apoio ao PSDB. Ontem, voltou a rebater as acusações em entrevista ao Comércio.
“No dia, eu fui pego de surpresa quando o Edvaldo mostrou um papel dizendo que o diretório do PTB tinha assinado o acordo. Ninguém me chamou para reunião nenhuma. Não estava sabendo de nada”. Lourenço já foi informado da decisão do partido de expulsá-lo e se defende dizendo que tem o direito de votar em quem quiser.
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