De quem foi essa ideia?


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A reforma ortográfica da Língua Portuguesa, que entrou em vigor no primeiro dia de 2009, está dando o que falar na internet. Seja em blogs ou comunidades do Orkut, não faltam páginas e mais páginas para discutir e tentar entender as mudanças que o acordo assinado entre países promoveu com a intenção de tornar o Português falado no Brasil o mesmo que é falado em Portugal, que é falado em Moçambique, que é falado em Timor Leste e em mais outros quatro países (Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné-Bissau). Tudo bem, você não precisa dizer agora onde fica a Guiné-Bissau, nem qual é sua capital, mas saiba que se um dia você for até lá, escreverá (mas provavelmente não falará) o mesmo Português que você emprega nas suas provas na escola e usa (menos no MSN) para se comunicar com os amigos. A reforma é a terceira a ser colocada em prática no Brasil. Antes, em 1943 e 1971, mudanças importantes foram definidas, sempre com a preocupação de simplificar a escrita. Ao unificar a linguagem de 235 milhões de pessoas, com o objetivo de fortalecer a unidade entre as comunidades lusófonas, o acordo traz novas regras, que passam a ser obrigatórias a partir de 2012. Até lá, ficam valendo as duas grafias, que deverão ser aceitas por comissões de vestibulares e concursos públicos. O acordo ortográfico, que começou a ser discutido quase duas décadas atrás, inclui as letras K, W e Y ao alfabeto, mudam regras para acentuar palavras, relativamente fáceis, embora tenha criado certa confusão sobre o emprego do hífen. No Brasil, as alterações vão atingir entre 1,5% e 2% das palavras, enquanto que em Portugal, até 2,5% delas. Por fim, para acabar com as dúvidas em torno do assunto, a ABL (Academia Brasileira de Letras) lançará em fevereiro o livro O novo vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa. Quer dar uma treinadinha? Então veja o guia, na página, e boa escrita.

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