Vandálico!


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Onde está você malfeitor da coisa pública? Você caminha só na perambulação maldita ou se reúne em alcatéia para deixar os rastros de sua torpe ação? Seria o caso de me sentir revoltado chegando ao exagero de defender a instituição de um instrumento legal que lhe amputasse a ignóbil mão, mas não é o que desejo. Meus pensamentos jamais poderiam acolher tal brutalidade, fato que somente serviria para nos igualar na senda destrutiva concebida por você. Sintonizo-me com outra ideologia: construir, respeito, igualdade e amor. Com certeza, você na vanglória infausta, ri zombeteiramente da maldade, ignorando os sentimentos inundando nossos corações de passantes pela Avenida Doutor Ismael Alonso Y Alonso, a partir da rotatória na esquina da Rua Goiás. Tristes, nós choramos o mal que você pratica. Rogo-lhe, no entanto, uma reflexão, com atentamento sobre os pontos que darei adiante: eu e minha companheira de muitos anos e grande número de outras pessoas, desfrutamos do conforto e beleza daquela avenida, diariamente em nossas caminhadas. Outras tantas a caminho do trabalho, também passam por ali, antevendo um futuro de sombra agradável a proteger nossas peles envelhecidas. Sua ação maldosa, entretanto, retarda o ganho ambiental que desejamos e a cidade necessita. Temos acompanhado o esforço do poder municipal, investindo recursos públicos várias vezes, replantando mudas de árvores escolhidas. Você não se educa, não respeita o trabalho e direitos alheios. O mórbido prazer de matar já exterminou várias replantas feitas de árvores selecionadas, somente naquele local. Dê uma trégua neste novo ano e, permita-lhes o direito de crescerem! Imagine as árvores um pulmão da cidade, filtrando o ar aspirado por todos, incluindo você. Consterna-me conviver com mudanças onde se vandalizam seres humanos, crianças, mulheres, idosos em flagrante barbárie. Há que se unir a sociedade para conter a violenta marcha da deseducação, mentora principal do vandalismo. Todos nós sabemos que o início da redenção em nosso País está no incremento da educação. Caro leitor, é chegado o momento de criarmos a legião de alerta, concitando a sociedade a participar de maneira efetiva no processo de evolução das relações humanas com base na educação. Aproveite e coloque tal atitude dentre as suas para este ano. Ao cidadão comum: cabe o dever e compromisso na qualidade de agente da sociedade, fiscalizar e aconselhar aos que praticam desvios de comportamento, apontando-os as autoridades constituídas. Ao professor: na sala de aula é seu dever criar a boa formação cidadã, do respeito ao bem público, formar consciências capazes de pugnar por penalização por depredações em qualquer setor. Aos clubes de serviços: fazer pesquisas. Carece saber o que as cidades mais precisam. Promover palestras, acionar campanhas, visitar bairros passando orientação de cidadania, instrução de educação visando a melhoria de vida das classes mais humildes. Aos pais: assumir a obrigação de educar de maneira cristã, prover a família de civilidade. Às autoridades: investir na educação, fiscalizar, detectar crimes e punir com justiça. Assim, poderemos com alegria nos proteger sob a copagem frondosa de lindas árvores com seus cantores passarinhos. Garcia Netto Jornalista

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