Após feriado, Franca vira uma cidade (quase) deserta


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DEPOIS DA VIRADA - Avenida Presidente Vargas às 14 horas de ontem. Lojas não abriram as portas e deixaram o primeiro dia útil do ano com cara de domingo. O tom pós-feriado foi o mesmo em toda a cidade
DEPOIS DA VIRADA - Avenida Presidente Vargas às 14 horas de ontem. Lojas não abriram as portas e deixaram o primeiro dia útil do ano com cara de domingo. O tom pós-feriado foi o mesmo em toda a cidade
O segundo dia do mês de janeiro foi marcado pelo marasmo em Franca. Avenidas quase desertas e comércio fechado deram o tom pós-feriado na cidade. A exceção ficou por conta dos bancos, que funcionaram a partir das 10 horas, e dos supermercados - que tradicionalmente abrem as portas logo pela manhã. Ainda assim, poucas pessoas se dispuseram a sair de casa cedo. Quem procurou as agências bancárias de manhã, ao contrário do que se esperava, não encontrou filas. Pouco antes de iniciar o atendimento, o Banco Itaú colocou à disposição dos clientes dez caixas para atendimento. Do lado de fora, apenas seis pessoas aguardavam na fila. “Acho que as pessoas estão pensando que os bancos irão abrir só após o almoço”, disse a telefonista Vânia Godoi. No Santander, que normalmente abre com mais de dez pessoas na fila, ontem eram três. “Está muito tranqüilo”, disse Joice Mara Silva, telefonista. Diferente dos bancos, as demais repartições públicas da cidade estiveram fechadas ontem. A Prefeitura de Franca decretou ponto facultativo, trancou seu paço e todas suas unidades de atendimento ao público. A exemplo do que já faz aos fins de semana e feriados, a Prefeitura manteve inalterados apenas os serviços emergenciais como prontos-socorros e a UBS 24 horas do Jardim Aeroporto. O clima de folga se estendeu nas principais avenidas da cidade, onde o cenário parecia o de um domingo à tarde. A Major Nicácio, que geralmente tem movimento intenso por conta das faculdades, do Fórum e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) estava vazia ontem. Na Presidente Vargas, o marasmo era ainda maior. Considerada o principal corredor de lojas de componentes para calçados, a avenida tinha espaço sobrando para quem quisesse estacionar. Com as férias nas indústrias calçadistas, as lojas de componentes fizeram “ponte” no feriado e não abriram as portas na sexta-feira. NO CENTRO A área central começou a ganhar ritmo de uma sexta-feira no início da tarde, quando as lojas abriram as portas. Até então, o calçadão e as praças estavam praticamente desertos. O setor comercial fechou às portas ao meio-dia do dia 31 de dezembro e retomou às atividades ao meio-dia de ontem. Os consumidores compareceram. Como a sapateira Angélica Moscarini, 27. Ela reservou o dia de folga para comprar o presente do afilhado e pagar contas no banco. “Deixei para vir à tarde porque as lojas só iriam abrir agora. Como estava viajando, não comprei presente. Tenho que fazer agora antes de voltar a trabalhar”. Alguns francanos aproveitaram para conferir os tradicionais “saldões de Natal”. As lojas filiadas a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), por exemplo, colocaram os estoques de fim de ano à venda com descontos que chegam a 50%. Para os consumidores, é hora de aproveitar. “É preciso andar muito para encontrar um bom desconto, mas vale à pena, especialmente hoje que o trânsito está calmo e as pessoas estão sem pressa”, disse a representante comercial Marinalva Castro. Neste sábado, o setor comercial funciona das 9 às 15 horas.

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