Para juiz, eficiência não segue demanda


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No quadro generalizado de problemas que cerca a atuação da Justiça em Franca, um juiz se destaca por ser quase unanimidade entre os advogados ouvidos pelo Comércio. Rogério Bellentani Zavarize chefia a 5ª Vara Cível, cartório onde os processos se desenrolariam, da intimação à sentença, com mais rapidez. O juiz Zavarize, embora surpreso com a boa avaliação, disse que não a reconhece como verdadeira. Segundo ele, o que há por trás do resultado comentado pelos advogados é uma permanente preocupação em racionalizar o trabalho, com simplificação de atos e valorização da equipe. “Antes de reformarmos a legislação, precisamos reformar o modo como o processo é conduzido. A partir do momento que o juiz cria problemas procedimentais para o processo, ele anda de lado. Tudo o que pode ser reduzido, deve ser, buscando decisões rápidas com o mínimo de segurança”, ponderou o juiz. Para poder dar mais celeridade ao trabalho, o juiz, que está em Franca desde 2005, diz que estabelece metas com seus subordinados. “Com a equipe, discuto quantas audiências somos capazes de realizar por mês, qual número é o ideal, sempre com reavaliações periódicas. Pouca gente faz isso no Judiciário”. Em relação aos 4.300 processos sob sua responsabilidade, o juiz disse que eles não extrapolam a sua condição de trabalho e de sua equipe. Daqueles, perto de 1.400 são apelações que estão aguardando despachos no Tribunal de Justiça. Em outras comarcas, destaca o juiz, como em São José do Rio Preto, há varas em que se acumulam até 12 mil processos. “No nosso caso, creio ser uma média onde ainda é possível fazer um bom trabalho. Não fazemos melhor porque nosso cartório é o que menos servidores possui”, disse Zavarize. “Muitos colegas reclamam, mas fecham os olhos para uma administração mais eficiente”.

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