A cerimônia de posse do prefeito de Restinga, Clarindo Ferracioli, o “Belão” (PSC), do vice, Donizete Montagnini (PSC), e dos nove vereadores eleitos em outubro foi realizada no ginásio municipal de esportes, no fim da tarde de ontem. O cerimonial contratado para o evento quis inovar, utilizando trombeteiros e músicos - normalmente vistos em formaturas e casamentos - e o Hino Nacional executado ao som de uma viola caipira.
A sessão solene - que começou com apenas dez minutos de atraso - foi demorada, se estendendo por quase três horas. Os vereadores, “Belão” e seu vice foram recebidos com intensos aplausos. Paulinho do Pit (DEM), único vereador de oposição da nova Câmara, foi vaiado quando entrou no ginásio. Ana Pit (DEM), mulher de Paulinho e candidata derrotada por “Belão” nas urnas - e sua principal rival na cidade - não compareceu.
O vereador Claudinei Giora, o “Magrão” (PTB), por ser o mais antigo da Câmara, presidiu os trabalhos como estabelece a Lei Orgânica do município. Convocou os colegas de Legislativo e o prefeito para o juramento de posse, apresentou as declarações de bens e abriu espaço para os pronunciamentos.
Algumas quebras de protocolo foram registradas durante a cerimônia, mas uma delas chamou a atenção. “Belão” pediu licença para interromper os discursos, colocou uma cadeira à frente da Mesa Diretora e declarou que, antes dele, alguém teria que se sentar na cadeira de prefeito. “Deus, meu pai. Antes de mim essa cadeira é sua”, disse, sendo ovacionado em seguida. Mesmo atrasado, o deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB) compareceu, fez parte da mesa de honra e discursou rapidamente.
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