O Gimenes sempre teve preços altos porque concorria com o Savegnago. Sucesso de um e fracasso de outro. Logicamente que o erro é administrativo, mas não tem nada a ver com a presidência da República como alguns leitores deste Comércio têm dito. O Gimenes só se mantinha porque funcionava 24 horas. Depois que parou com esse horário, supermercados como o Pedigoni, Granero, Gomes, entre outros, passaram a vender mais do que aquela empresa. Lamentável, para valer, é o desemprego dos funcionários, que têm família para cuidar!
André Lourenço
Franca - SP
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É de muita ingenuidade o leitor Roberto Aparecido Costa (que teve comentário publicado ontem na seção “Cartas” deste Comércio), achar que o fechamento do Gimenes é culpa da crise internacional. Lembro a ele que a rede Gimenes é administrada pelo grupo “Governança Gestão e Investimentos”, liderada pelo famoso ex-ministro Antônio Kandir que não é e nunca foi do PT. Concordo, isto sim, com a opinião do Lucas Eduardo David Benedito (também publicada ontem) sobre a ignorância política do eleitorado francano.
Paulo César Barbosa de Souza
Franca - SP
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Empresas que deixam de operar em uma cidade tem sua motivação, seja ingerência, táticas de marketing mal elaboradas, falta de conhecimento do mercado local, mas nada disso importa. Antes fechar do que pagar para operar. O que nunca vou entender é porque esta cidade tem esse tipo de “decepção”, de tempos em tempos. Não devemos culpar as empresas mas sim, aproveitar a oportunidade para enxergar os erros cometidos e focar em soluções. Será que alguém com capacidade de mudança, seja da política ou da iniciativa privada, “enxerga” o que está acontecendo, de verdade? O que não pode é continuar olhando para Ribeirão Preto com olhos de inveja. Não podemos nos esquecer que somos – também – uma grande cidade, pólo regional e que por diversas vezes mostramos o nosso poder de renascimento! Por que não aproveitamos esta nossa garra, esta nossa força e buscamos alternativas para a cidade fora da indústria de calçados?
Márcio H. Ranhel Cândido
Franca - SP
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Acabo de fechar minha empresa – D’Calle – e acho que nunca mais esquecerei o que tenho passado. Por mais ajuda que procurei, não consegui crédito. Tinha uma produção vendida de 800 pares por dia, 65 funcionários internos e 110 no total, contando com os terceirizados. Procurei ajuda até no governo federal, mas não sei porquê não acreditam na gente. Havia pedidos para janeiro e fevereiro. Não consegui ir adiante por falta de crédito. Hoje sou mais uma empresa quebrada em Franca apesar dos seis anos de atividades que já tinha. Terminei sem nada, com nome sujo na praça e sem emprego como todos os meus funcionários. Sou visto e falado como bandido... Franca deveria ter um órgão pra observar o que está acontecendo. Quando procuramos por ajuda é porque precisamos. Se demorarem muito, logo seremos uma cidade fantasma.
Antônio Delson “Rui”
Franca - SP
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