Laércinho, um show à parte na solenidade


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A monotonia dos discursos de posse foi quebrada pela espontaneidade do vereador Laércinho. Escolhido para falar em nome da bancada do PP, foi interrompido quatro vezes por aplausos e arrancou gargalhadas da platéia. Leiloeiro hábil e acostumado com o microfone, fez um discurso de improviso de dez minutos. Começou falando sobre os altos vencimentos dos parlamentares. “Quando comparo o salário do vereador com o que trabalhamos na roça, vejo que equivale a um caminhão de café em coco por mês ou dez mil litros de leite. Não sei se é o vereador que está ganhando bem ou se somos nós, lá na roça, que estamos sendo mal remunerados”. Primeiros aplausos. Escaldado ao perder as eleições de 2004 por ter votado pelo reajuste do IPTU na época, deixou claro que ficará contra qualquer tipo de aumento de tributos. “Só tem uma coisa que na política eu não faço mais: é votar aumento do IPTU”, mais aplausos. Completou dizendo que ficou marcado tal qual uma vaca quando é queimada com ferro quente para receber as iniciais de seu proprietário. “A gente coloca o ferro no animal e fica uma marca para o resto da vida. Foi esta cicatriz que ficou gravada em mim”, foi interrompido por novos aplausos. Empolgado, afirmou que Franca estaria mais feliz se tivesse reconduzido Sidnei Rocha à Prefeitura antes de 2004. Na sua opinião, o cenário político estadual seria outro hoje. “No meu entendimento, quem estaria governando o Estado de São Paulo no lugar de José Serra poderia ser o Sidnei Rocha, que é da nossa cidade. Quem concorda comigo bate uma salva de palmas”, foi atendido. Sugeriu levar o prefeito do PSDB para o seu PP. Por fim, agradeceu os votos recebidos e encerrou com uma homenagem à mulher, Lúcia Cristina. “Sabem por que para mim foi mais difícil (conseguir votos) do que para os outros? Para conseguir um voto, fiquei três anos e meio lutando. Esse voto foi o da minha esposa. Ela não concordava com mais uma eleição. Por isto, meu bem, quero desejar esta vitória a você”.

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