Um pivô forte fisicamente, reboteiro, que jogue de costas para o adversário, e sirva como atração para o torcedor presente aos jogos no Poliesportivo. Tudo isso por menos de U$$ 10 mil por mês. Este é o desejo do Vivo/Franca Basquete para 2009.
Desde a saída de Estevam, em maio de 2007, o clube procura um jogador estrangeiro para ser o pivô 5 (que joga debaixo do garrafão e caracterizado pela força física). Contudo, o time não obteve sucesso seja na busca ou nas contratações efetuadas. O nome preferido dos diretores e dos torcedores francanos sempre foi Robert Batlle, mas o alto valor dos salários do jogador inviabiliza a negociação. ``O basquete brasileiro é de ótimo nível, mas é o que pior paga``, afirmou Hélio Rubens Garcia, técnico do Franca Basquete. ``Procuramos um jogador com salários abaixo dos 10 mil dólares``, admitiu Fransérgio Garcia, presidente do Vivo/Franca.
Nos bastidores do clube especula-se que há negociação em andamento com três atletas norte-americanos. Um estaria atuando nos Estados Unidos e dois jogaram em clubes da Argentina. Um deles deverá ser contratado. ``Estamos com vários contatos. Queremos trazer um jogador para o início da Liga (Liga Nacional de Basquete)``, revelou Hélio Rubens. O campeonato começará no fim de janeiro.
Se o clube agir rápido e conseguir fechar uma negociação nos primeiros dias de 2009, Hélio Rubens Garcia poderia até contar com o estrangeiro em uma possível final de Campeonato Paulista, caso os francanos superem o Paulistano no playoff semifinal. Seriam necessários aproximadamente 15 dias pra regularizar o jogador e como o Vivo/Franca utilizou Rashawn Wilson (dispensado) em uma partida oficial do torneio, ainda pode inscrever outro atleta em seu lugar.
Apesar de trabalhar na busca deste jogador estrangeiro, Hélio Rubens Garcia declarou não acreditar que o elenco do Vivo/Franca tenha deficiência nesta posição. ``Nosso time não está com deficiência. Mas é muito leve nesta posição``, comentou.
A verba para pagar os salários deste estrangeiro dependeria, em partes, das rendas dos jogos no Poliesportivo. Os diretores francanos apostam que um norte-americano pode motivar os torcedores a lotar o ginásio novamente. ``Em parte (a contratação do estrangeiro) está ligada a receita de público``, disse Fransérgio Garcia. O melhor público do Vivo/Franca na temporada 2008/2009 até agora foi somente de 1.800 pessoas na partida contra Limeira.
O time segue treinando para pegar o Paulistano pela semifinal do Estadual, dia 5, no Póli.
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