Não é verdade que o número de passageiros da Passaredo em Franca expressava diminuição como argumenta a direção da empresa para finalizar seus serviços na cidade. Pelos dados do DAESP Franca evidenciava um número estável, entre oito e dez passageiros/dia, pelo menos até o mês de novembro. E esse número só não era maior porque a Passaredo não oferecia mais lugares nos vôos de ida ou de volta a São Paulo à clientela francana. Havia períodos em que não se conseguia lugar na aeronave. Há que se observar também que o número de passageiros expressava uma demanda crescente, reduzida apenas no ultimo mês. Assim, a opção da Passaredo por tirar o vôo de Franca reporta-se apenas aos planos da empresa e não a inviabilidade do mercado francano para esse tipo de serviço. Diga-se que a Passaredo sempre tratou Franca como um apêndice e não como um polo considerado para crescimento; nunca considerou a possibilidade de manutenção de um vôo direto a São Paulo, nem mesmo como escala. Por fim, há que se observar que as condições técnicas do aeroporto de Franca demandam uma modernização que as autoridades francanas ainda não se conscientizaram sobre a real necessidade. Alguns equipamentos, baratos, poderiam melhorar as condições do aeroporto para receber empresas aéreas que acreditem em Franca. A Passaredo é coisa do passado e não foi uma boa experiência para a cidade, a não ser para mostrar que o transporte aéreo aqui é viável, dependendo apenas de atenção ao cliente e tirocínio comercial. Duas coisas que à Passaredo parece faltar.
Alberto Aggio
Franca - SP
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