Nasce, no calendário dos homens, um novo tempo. O ano de 2008 chegou ao fim, saltou para o vazio do passado em meio a festejos e fogos. Deixou um rastro de alegrias, conquistas, mas também de dissabores.
A crise mundial será sua marca quando se contabilizar os fatos ocorridos no seu transcurso, juntamente com as sapatadas no Bush, exorcizado como o demônio das guerras e dos maus agouros.
Como disse o poeta Mário Quintana: “O Ano-Novo ainda não tem pecado: É tão criança... Vamos embalá-lo... Vamos todos cantar juntos a seu berço, de mãos dadas, a canção da eterna esperança”. Vamos perdoar 2008 no que ele não foi bom e agradecer tudo o que nos foi dado a viver, porque a gratidão nos reconcilia com a vida.
Apesar das previsões não muito otimistas e sérios problemas, principalmente a questão do aquecimento global, dos conflitos e da fome que assola algumas nações, vamos abrir o portal do novo ano com vontade de ser feliz, porque isso é do que precisamos para recomeçar. Tenhamos a alma leve e seja cada coração como uma pluma, sem rancores, sem raiva, sem más recordações de pessoas que nos machucaram.
Que possamos suavizar a caminhada, nossa e dos outros, com atitudes de delicadeza, com gentileza, palavras boas, gestos ternos. Tenhamos os braços abertos para o amor e uma coexistência pacífica com tudo que nos cerca, com todos os seres da natureza e com todas as pessoas das nossas relações. Que queiramos nos harmonizar com todos e seguir em frente sem mágoas do passado. Que a compreensão seja uma prática, não apenas uma intenção e a vida branda, suave como um bebê adormecido e nós, sábios como um ancião de muitas certezas. E seja o nosso caminho feito de carinho, que é o delicado apelido do amor.
O que foi feito, muito que bem. O que não, jamais será realizado por nós. O que passou, de forma alguma vai voltar. O que está à frente, o futuro, a cada piscar de olhos ou bater de asas de um beija-flor se transforma em passado. Por essa razão não caminho pela cidade como quem colhe tempo. Vou esvoaçando fiapos dele, cultivando passos, contando caracóis dos cabelos da menina de sorriso lindo e despreocupado. Em segundos, então minutos, vou me aproximando das horas. E faço de conta que nunca conheci calendário. A idade do tempo não se manifesta em rugas e fotografias amareladas.
Ela abraça calmarias nas situações tempestuosas e doa sabedoria aos momentos em que nos vemos sem rumo. A idade do tempo ultrapassa a contagem, os compromissos... E logo mais vem o carnaval e a alegria se derramará sobre os foliões. No aguardo da diversão vindoura é preciso pensar nas crianças, educá-las para que sejam úteis e possam contribuir para o nascimento de um novo mundo, mais justo, sem a ganância dos especuladores, mais voltado para a convivência harmoniosa entre os povos.
Que Deus abençoe a todos em 2009. Que assim seja e assim se faça!
A NATUREZA PEDE SOCORRO!
Os meios de comunicação estão alertando a população mundial pela paz em 2009. A Terra precisa ser poupada de muitos infortúnios. O ser humano tem provocado danos ao planeta sem se preocupar com as conseqüências. Por isso, pedimos a todos os leitores que nesse Ano-Novo sejam amigos da Mãe Natureza. Façam a sua parte para que o planeta seja mais vivo e que produza mais frutos para nossa sobrevivência.
CONTOS DO BRASIL
Chega às livrarias o livro O Conto Brasileiro Hoje - Volume IX, uma importante mostra da atual produção dos contistas nacionais, vindos de vários cantos desse nosso País. Meu conto, ‘A lua-de-mel’, está lá, na página 59, ao lado de grandes nomes da literatura. A obra é produzida pela RG Editores, de São Paulo e leva aos leitores o que de melhor se produz no País neste consagrado gênero literário, considerado por muitos críticos como dos mais difíceis e apreciados. As narrativas contidas nesta obra são densas e fortes, páginas que encantam ao mais exigente leitor, nascidas da imaginação fértil dos autores.
PRECAVIDO
Se Napoleão vivesse atualmente, andaria com as duas mãos dentro do casaco. Uma por hábito. Outra, para segurar a carteira.
NEGATIVO
O Brasil anda sempre na contramão da história. É um País meio retardado mental. As coisas acontecem sempre com 50, 60 anos de atraso.
POSITIVO
Neste ano que começa hoje, sinceramente, quero menos. Como jornalista, puxo a sardinha para minha brasa e desejo que o número de notícias boas seja maior do que as ruins. Que as manchetes tragam menos miséria e mais fartura; menos violência e mais humanidade; menos poluição e mais consciência; menos problemas econômicos e mais saídas para as crises antes mesmo que elas venham. Menos guerras e mais paz; menos crianças matando e mais delas nas escolas; que a sociedade continue a se mobilizar pelas causas que consideram justas e por fim, que os meus artigos possam contribuir para, cada vez mais, ajudar a fazer crescer algo de bom e de justo nessa cidade.
ANO NOVO
Em uma festa de ano-novo, o sujeito enche a cara e começa a dar o maior vexame, até que um dos convidados resolve tentar ajudar: “O senhor não quer tomar um táxi e ir para sua casa?”.
“Puxa! Que ótima idéia!”, diz o bêbado, dando um abraço ao novo amigo. “Mas, hic, hic... Só que tem uma condição...”. “Tudo bem! Qual é a condição?”, pergunta o convidado, muito paciente. “Depois que a gente tomar esse tal taksssi, você toma um uísque comigo?”
Edward de Souza
Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.