Este ano será lembrado pelos momentos intensos de dor e de vitória que Luana Ribeiro viveu. Aos 27 anos, a farmacêutica foi vítima de uma grave doença que quase a levou à morte. Meses depois do susto, ela, que ficou internada na UTI, sofreu duas paradas respiratórias, mas conseguiu vencer a doença, conta, animada, como é importante acreditar, ter fé em Deus e nunca perder a esperança. “2008 foi um ano um pouco difícil, mas graças a Deus eu superei. Eu tinha certeza de que iria superar todo o problema que eu tinha”, disse ela.
Em fevereiro, sentiu as mãos e pernas formigando. Preocupada, procurou ajuda médica. Começou tratamento contra depressão e estresse. Quatro dias depois, simplesmente suas pernas travaram. Foi levada às pressas para Ribeirão Preto. Para sua surpresa, o que tinha sido diagnosticado como problema emocional, era na verdade Síndrome de Guillain-Barré, que causa inflamações nos músculos. A doença afetou todo corpo de Luana. “Parecia que eu estava com cãibra no corpo inteiro. Gritava de dor”.
A jovem ficou 18 dias internada. Voltou para casa sem andar, sobre uma cadeira de rodas. Depois de um mês, novo susto. A doença reincidiu. Travada novamente, voltou para se tratar em Ribeirão Preto. Ficou quase um mês internada na UTI. Permaneceu entubada e sedada o tempo todo. Quando teve alta, precisou da cadeira de rodas novamente. “Eu tinha uma saúde perfeita. Levava uma vida muito ativa e, de repente, me vi daquele jeito, sem conseguir levantar. Foi um desespero”.
Luana só recuperou os movimentos com ajuda de fisioterapia três meses após receber a segunda alta. O tempo é considerado rápido. Os médicos se dizem surpresos com a recuperação dela. “É uma doença muito rara e a recuperação é muito lenta, de mais de ano. Mas a minha, graças a Deus, foi muito rápida. E eu não fiquei com seqüelas. Estou cada dia melhor. Já consigo caminhar, não tenho mais dor, tenho uma vida normal. Foi um milagre”.
FÉ SEMPRE
Aos familiares de Luana, coube a missão de dar forças à jovem, se manter unidos e rezar. Ela tem duas irmãs. Uma delas é gêmea, a empresária Larissa Ribeiro, 27, que se emociona muito ao relembrar os momentos vividos pela família. “A gente não sabe nem como falar disso. Foram momentos muito difíceis, mas graças a Deus temos muita fé e espe-rança.
Sabemos que existe um Deus muito bom. A Luana está praticamente curada”. Larissa se lembra que sempre chegava em casa, rezava e chorava pela irmã. “Vimos a Luana praticamente morta e hoje ela está bem. Eu chegava em casa, pegava a Bíblia e pedia para Deus curar minha irmã. Somos gêmeas e sou muito ligada a ela”, disse, chorando.
Hoje, Luana se dedica a sessões de fisioterapia e fonoaudiologia para recuperar os movimentos, inclusive da face, namora, gosta de passear e ir à fazenda da família. Se prepara para voltar a trabalhar em fevereiro. De 2008, quer guardar uma lição: sempre acreditar. “Os médicos falam que foi milagre. Eu estava morta; minha pressão chegou a 2/3. Tem hora que não acredito em tudo que passei. A gente não pode se desesperar porque Deus sabe o que faz”.
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