O comerciante de calçados Alexandre Maia de Matos, de 32 anos, foi executado ontem, por volta das 20 horas, em sua casa, no Bairro São Joaquim. Seu corpo tinha oito ferimentos a bala, principalmente no tórax e na mão direita. Próximo ao corpo foram encontrados seis projéteis de pistola calibre 9mm, sendo quatro intactos e dois deflagrados.
Alexandre foi encontrado pela mulher, que informou ter deixado o comerciante em casa jogando videogame para ir à casa da mãe, vizinha do casal. Ao retornar, cerca de uma hora depois, ela disse ter encontrado o marido baleado sobre o sofá da sala. Em estado de choque, a mulher precisou ser atendida no Pronto-Socorro “Dr. Janjão”.
Segundo um cunhado da vítima, que chamou a polícia, quando Alexandre foi encontrado a dimensão dos ferimentos era desconhecida, por isso, a Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros também chegou a ser acionada e foi ao local, mas apenas comprovou que a vítima já estava morta. “Estávamos morrendo de medo de que alguém ainda estivesse dentro da casa, então ficamos do lado de fora até a polícia chegar”, disse o cunhado, que pediu para ter o nome preservado.
Casado e pai de um menino de 10 meses, o comerciante era natural do Rio de Janeiro e bastante conhecido por ter sido proprietário de uma vidraçaria na Avenida Presidente Vargas.
Até as 23h20, a polícia ainda não tinha verificado os antecedentes criminais da vítima que, segundo familiares e um ex-sócio, apesar de lutar jiu-jítsu, era uma pessoa pacata e não tinha inimigos. Parentes negaram que houvesse qualquer motivação para o assassinato ou que Alexandre estivesse recebendo ameaças.
Ainda no local, os investigadores tentaram levantar informações que ajudassem a elucidar o caso, mas os vizinhos disseram não ter ouvido ruído de disparos ou movimento de veículos no horário em que ocorreu o assassinato.
Foram encontradas marcas de sangue na calçada e no corredor de acesso à porta de entrada da residência, além de projéteis calibre 9mm próximos ao corpo.
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Para os investigadores, há três hipóteses quanto à forma que o crime ocorreu: Alexandre pode ter sido alvejado inicialmente na calçada e tentado se refugiar na casa, onde foi novamente alvejado; foi baleado dentro de casa e tentou perseguir o agressor até a calçada, voltando para a sala, onde morreu, e da vítima ter atirado no agressor, que deixou o rastro de sangue na calçada.
PISTAS
Poucas horas depois do assassinato de Alexandre, denúncias anônimas feitas à Polícia Militar davam conta que dois indivíduos, um deles ex-presidiário, comentaram que cometeriam o crime no interior de um bar na Rua Domingos Sanna, próximo ao local do assassinato. A dupla teria deixado o local de moto, instantes antes do crime.
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