Com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que barateou os carros novos e a crise financeira mundial que restringiu a concessão de crédito, os estacionamentos que trabalham com o mercado de usados na cidade viram seu movimento cair. Desde o fim de outubro, os consumidores “sumiram”. Agora, para tentar atraí-los de volta, as lojas apostaram na velha receita: baixar preços. Os cortes já chegam a 15%.
A isenção do IPI foi anunciada no começo do mês pelo governo federal na tentativa de amenizar os efeitos da crise no mercado de automóveis. Com isso, os carros novos ficaram mais baratos. Para concorrer com eles, os usados também estão custando menos. “São os carros zero que comandam o mercado. Hoje os usados ficaram de R$ 1,5 a R$ 2 mil mais baratos”, disse Aluísio Ambrósio, dono da Ortovel/ Ford.
Na loja, o Palio Fire, 2006, de quatro portas, com air bag duplo, flex, custava R$ 22 mil no começo de dezembro e hoje está R$ 20 mil. “Com as alterações de valores, pagando um pouco a mais, muitos clientes poderiam trocar o veículo semi-novo por um zero”.
Um dos maiores descontos encontrados foi no Karlos Automóveis. “Com a baixa do IPI, os preços dos semi-novos despencaram. Tenho carro que custava R$ 18 mil e hoje vendo por R$ 15 mil”, disse Mário Rosa, gerente da loja.
No pátio da loja Auto Vargas, todos os carros sofreram remarcações desde o início de dezembro. A loja registrou queda nas vendas a partir de novembro e, com a redução do IPI, foi obrigada a reduzir o preço. “Nós baixamos o preço mais uns 10% na venda à vista”, disse o sócio-proprietário Adilson Nogueira, que há três meses vendia 20 carros por mês e hoje tem venda média de 14 unidades.
“No começo, temos prejuízos, porque reduzimos os valores dos veículos de estoque, que compramos mais caros, mas é normal, é um artifício para encarar a concorrência”. Os reflexos nas vendas estão começando a aparecer. “A gente gradativamente vai levando isso ao conhecimento do mercado e, com certeza, as vendas vão melhorando, devagarinho”, disse Adilson.
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