Vítima de acidente foi espancada antes de morrer


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INCOMPATÍVEL - Pequeno amassado na traseira da Parati de Paulo Sérgio levantou suspeitas da polícia sobre as causas de sua morte, ocorrida no sábado. Para delegado, os danos no carro não eram compatíveis com os fe
INCOMPATÍVEL - Pequeno amassado na traseira da Parati de Paulo Sérgio levantou suspeitas da polícia sobre as causas de sua morte, ocorrida no sábado. Para delegado, os danos no carro não eram compatíveis com os fe
A polícia não tem mais dúvidas. O sapateiro Paulo Sérgio da Silva, 39, morador no Jardim Palmeiras, foi assassinado. Paulo morreu na tarde do último sábado, um dia depois de dar entrada na Santa Casa, após sofrer um acidente de trânsito na Rodovia Cândido Portinari. A princípio, este seria o motivo da internação, mas ficou constatado que sua morte se deu, na verdade, por ele ter sido espancado. Uma testemunha foi ouvida na delegacia ontem e relatou que viu o sapateiro ser agredido. Os acusados são três rapazes, que haviam batido uma Fiat Stilo na traseira da Parati dirigida por Paulo Sérgio. Além da testemunha, a polícia conta com provas técnicas que convergem para um homicídio. Peritos apontaram, numa análise preliminar, marcas de luta corporal dentro do carro da vítima. No atestado de óbito do sapateiro, o médico legista, segundo os investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), concluiu que os ferimentos na cabeça de Paulo Sérgio, que o levaram à morte por traumatismo craniano, foram causados por agressões. O laudo que confirmará a informação médica deverá ser entregue à polícia em até duas semanas (leia texto de apoio). Paulo Sérgio foi socorrido pela Unidade de Resgate da Autovias e levado para a Santa Casa, na manhã da última sexta-feira. Segundo o apurado no local do acidente pela Polícia Rodoviária, o Fiat Stilo conduzido por RRN, 22, morador no Bairro São Joaquim, teria colidido na traseira do carro do sapateiro, que seguia no sentido Bairro São Joaquim a Vila São Sebastião da Portinari. A batida ocorreu na alça de acesso à ponte da São Sebastião. Após a colisão, os ocupantes do Fiat Stilo, averiguados pela morte da vítima, informaram que Paulo Sérgio transitava em baixa velocidade pela rodovia e teria provocado o acidente. RNN estava na companhia de mais dois amigos. O estudante DMB, 23, morador na Vila Santos Dumont, e um outro ainda não identificado pela polícia. Na primeira versão registrada, os rapazes disseram que o carro da vítima estava quase parado no meio da via, o que teria provocado o acidente. Ontem, negaram qualquer tipo de agressão. A família de Paulo Sérgio da Silva disse que ele foi visto pela última vez por volta das 22 horas de quinta-feira. Segundo sua mulher, ele a deixou em casa e disse que iria dar um passeio. “Fiquei sabendo que tinha sido um acidente, mas que a polícia suspeitava de agressão. Meu marido era uma pessoa calma, jamais brigaria por causa de uma batida”, disse a sapateira Maria Valentin de Oliveira Silva, 36.

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