Uma testemunha prestou depoimento ontem na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e afirmou que os jovens bateram na vítima após o acidente. Segundo seu relato, os ocupantes do Fiat Stilo, logo após a colisão, desceram do carro e foram em direção ao sapateiro. Eles cercaram o veículo e o espancaram.
De acordo com o delegado Alan Bazalha, os agressores só teriam parado após um sinal da pessoa que presenciou a cena. “Uma testemunha narrou que somente ocorreu a paralisação das agressões porque ele assoviou, chamando a atenção dos mesmos”.
Ainda segundo a polícia, os jovens ficaram no local como se nada tivesse acontecido até a chegada do socorro ao motorista da Parati.
Horas depois do acidente, os supostos agressores mantinham a versão de que não houve espancamento. “Os peritos e os investigadores constataram que os ferimentos sofridos pela vítima não eram compatíveis com os de uma colisão daquela natureza. A vítima chegou a dizer que havia sido agredida pelos rapazes”, disse Bazalha.
O delegado criticou, ontem, a atuação da Polícia Rodoviária. Para ele, o fato de os patrulheiros terem registrado um TC (Termo Circunstanciado), ao invés de um BO (Boletim de Ocorrência), poderia ter prejudicado as investigações.
“Em uma situação dessa, em que uma parte estava inconsciente, sem condições de dar suas versões, acredito que foi extremamente temerária a realização (do TC). A ocorrência deveria ter sido apresentada à Polícia Civil”, disse.
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