Com chuvas, buraco ‘engole’ acostamento na curva da morte


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ESTRAGO - Deslizamento de um barranco abriu uma enorme cratera às margens da Rodovia Cândido Portinari, próximo à “curva da morte”, em Rifaina. O buraco com 30 metros de diâmetro “engoliu” o acostamento e parte da pista
ESTRAGO - Deslizamento de um barranco abriu uma enorme cratera às margens da Rodovia Cândido Portinari, próximo à “curva da morte”, em Rifaina. O buraco com 30 metros de diâmetro “engoliu” o acostamento e parte da pista
As fortes chuvas dos últimos dias causaram o deslizamento de um barranco às margens da Rodovia Cândido Portinari, em Rifaina. Um buraco de 30 metros de altura se formou no quilômetro 459, mais 400 metros, no trecho conhecido como curva da morte. Parte do acostamento da pista sentido Franca/Rifaina foi “engolida”. A recuperação foi iniciada ontem. A previsão é que seja concluída amanhã. Os problemas começaram na noite de quinta-feira quando parte do barranco cedeu e rompeu cabos de fibra ótica. Rifaina ficou sem comunicação via telefone e internet por cerca de seis horas. Na madrugada de sábado, um novo deslizamento “engoliu” 150 metros de acostamento, provocou rachaduras na pista, voltou a romper os cabos e obrigou a Polícia Rodoviária a interditar parte da rodovia com cones. Espério Luiz Vetore, 53, da empresa Leão Engenharia, responsável pela conservação de rotina do trecho da rodovia sob responsabilidade do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), disse que “a caixa de água (construída sob a pista) não suportou o volume da chuva, as águas passaram sobre a pista e atingiram o barranco, ocasionando o deslizamento. Segundo Vetore, o local deve estar liberado na tarde desta quarta-feira. A Leão Engenharia está usando pedras grandes que drenam água e protegem contra desmoronamento para tampar o buraco. O material viaja de uma pedreira, localizada em Ribeirão Preto, até Rifaina. Serão necessárias 40 viagens em caminhões para a conclusão da primeira etapa dos serviços - a segunda, é o recapeamento do acostamento e de parte da pista de rolamento que se rachou. O prefeito de Rifaina, Hugo Lourenço, acredita que, se não parar de chover, a situação deve se complicar ainda mais. Ele disse ainda que o DER não solicitou ajuda da prefeitura. O órgão estadual não se manifestou sobre o assunto. O engenheiro responsável pela obra que não quis se identificar disse que só a direção da Regional de Ribeirão Preto poderia “falar”. Esta, por sua vez, encaminhou o caso para a Assessoria de Imprensa em São Paulo. Até o fechamento da edição, a Assessoria não havia respondido às perguntas enviadas via e-mail.

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