Um dos espetáculos mais tradicionais e aguardados durante as festas de virada do ano são as queimas de fogos, que acontecem pontualmente à zero-hora do primeiro dia de janeiro. Atualmente, os shows pirotécnicos, como o que acontece na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, são dotados de extremo aparato eletrônico, sendo sincronizados por computador.
Diante de tanta tecnologia nos céus, o que as pessoas menos imaginam é que a história dos fogos de artifício começou há milhares de anos na China, antes mesmo da descoberta da pólvora. Durante cerimônias religiosas, os chineses faziam fogueiras, que eram alimentadas com toras de bambu. Ao entrar em contato com o calor, a seiva e o ar presente dentro dos gomos do vegetal se expandiam e explodiam, causando os estouros.
Passado o susto inicial com ruídos, os chineses continuaram usando os caules verdes de bambu durante suas cerimônias, pois passaram a acreditar que as explosões espantavam os maus espíritos. No século 9º, a pólvora foi descoberta no mesmo país, quando um cientista misturou e aqueceu acidentalmente salitre (nitrato de potássio), enxofre e carvão, o que deu origem a um pó negro que se incendiava com facilidade e rapidez.
Quase que imediatamente, os caules de bambu passaram a ser recheados com pólvora durante as cerimônias, o que potencializou as explosões, dando assim início a um novo capítulo na história dos fogos de artifício. Até hoje, países orientais como China e Japão são considerados referência na produção de shows pirotécnicos.
Com a chegada da química moderna, outros componentes, como magnésio e alumínio, passaram a fazer parte da composição da pólvora. Misturados com outras substâncias, permitem efeitos de várias formas e cores nas queimas de fogos que acontecem atualmente.
EM FRANCA
Nas três lojas especializadas no comércio de fogos de artifício em Franca, a venda dos produtos na última semana do ano chega a aumentar 70% em comparação aos demais períodos - quase se iguala apenas na época das festas juninas. Nestes locais, estão à disposição diversas opções de pirotecnia, com preços que variam entre R$ 12 e R$ 600.
“As pessoas podem optar por uma festa simples, como uma caixa de foguetes com 13 tiros, até uma queima que leva 2 minutos e mescla oito efeitos, entre tiros e fogos artísticos com diversas cores”, disse o comerciante Carlos Roberto Gomes, que há 28 anos comercializa fogos de artifício no Bairro Cidade Nova.
Para que a festa nos céus seja completa, o comerciante também presta assessoria a seus clientes na hora da montagem do show pirotécnico. “Pode-se alternar fogos artísticos e explosões, com opções de cores e potência dos morteiros. Além disso, também passo dicas de segurança para que nada possa estragar a festa”, disse Gomes (leia dicas de segurança na página).
A principal novidade pirotécnica de 2008 são conjuntos de cartuchos conhecidos como tortas, que já caíram no gosto dos francanos, ao lado dos tradicionais foguetes e dos rojões que explodem a mais de 30 metros de altura, os chamados “treme terra”.
A fabricação e a venda de fogos de artifício são fiscalizadas pelo Ministério do Exército, e os artefatos são classificados por faixa etária, para não expor jovens e crianças aos perigos dos fogos cuja utilização deve ser feita por adultos.
Em Franca, a única queima de fogos programada para a virada do ano acontecerá no clube Castelinho, onde haverá o tradicional baile de Réveillon, que será comandado pela banca Flor de Lótus. A diretoria do clube não divulgou mais detalhes sobre seu show pirotécnico.
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