Os 380 funcionários recentemente dispensados do Grupo Amazonas - que passa por reestruturação em todos os setores para se adaptar à crise -, vão receber suas garantias trabalhistas, garante a diretoria, logo após o Réveillon. Os empregados, todos da fábrica matriz, receberão os valores referentes às rescisões de contrato - multa de 40% sobre o FGTS, férias e 13º salário - a partir de seis de janeiro. Os rendimentos serão depositados mensalmente até março.
Nesse período, a empresa repassará cestas básicas aos trabalhadores e tentará a recolocação dos profissionais no mercado.
O pagamento do FGTS, atrasado há dois anos, também será pago parceladamente. A projeção da empresa é pagar 75% dos funcionários com menores valores até o final de 2009 e sanar as dívidas maiores até 2010.
O escritório de advocacia que administra as dispensas e pagamentos foi procurado várias vezes ontem, mas ninguém foi localizado para prestar informações mais detalhadas. Acredita-se que o valor das rescisões seja de aproximadamente R$ 1 milhão, número não confirmado pela diretoria da empresa.
A reportagem ouviu ontem funcionários demitidos pelo Grupo Amazonas. Joaquim Augusto Tavares, 50, confia que receberá integralmente seu acerto. “A Amazonas é uma empresa forte. Confio na diretoria e torço para que tudo dê certo, tanto para o nosso lado quanto para o lado da Amazonas”, disse.
Também dispensado, um torneiro mecânico de 50 anos, que preferiu não se identificar, disse não ter se surpreendido com as demissões. “Eu já esperava. Há nove meses começaram a deixar de mandar serviço para a manutenção e já estavam terceirizando”, disse.
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