Morreu em 23 de dezembro, aos 87 anos e em sua casa, a professora de ensino fundamental Nahiber Haber Milano, vitimada por parada cardiorrespiratória decorrente de agravamento de doenças próprias da idade. Ela enfrentava complicações de saúde desde setembro. Havia a necessidade de tratamento mais intenso, mas os médicos que a acompanhavam descartaram em função da debilitação que tais procedimentos poderiam causar.
Era francana, filha de Elias Haber e Maria “Corinthiana” Haber. Segundo contou sua filha Sandra (casada com Anderson Silva Bertoncini) ao Comércio, “Nahiber estava em gestação quando o casal Haber aportou ao Brasil e a Franca, vindo da Turquia. Aqui nasceram Michel e Geni (respectivamente, ex-diretor das atividades noturnas e ex-chefe de secretaria da Escola “Torquato Caleiro”).
Também Nahiber, formada professora em São Paulo (onde se casou com Marcos Antônio Milano), faria história na mesma instituição de ensino como professora de pré-escola. Várias gerações aprenderam as primeiras letras com a “tia” Nahiber, mestra dócil, carinhosa, paciente. Trabalhou com suas crianças mesmo após aposentada.
Antes, exercitou magistério na tradicional Escola “Caetano de Campos”, na capital. Lá, colocou em sua sala de aula a filha que tinha acabado de adotar, Sandra. “Minha mãe me alfabetizou e isso é um dos maiores orgulhos de minha vida”, disse ela. Em Franca, também ensinou no “João Marciano”, “Caetano Petráglia” e “Coronel Francisco Martins”.
Foi mãe “exigente nas coisas certas, companheira e professora em todos os momentos. Não foi avó de sangue, mas ‘adotou como tal’ os dois filhos de seu sobrinho Luís Gustavo – filho da irmã Geni –, Geni Vitória e Vitor Hugo. Dedicou-se a dar carinho a eles exatamente como fez comigo”, disse Sandra, emocionada.
Nahiber foi a herdeira das receitas da mãe e da capacidade de fazer o quibe conhecido e delicioso que dava o sabor das festas de família. Era evangélica “como a maioria da família”.
Seu corpo foi velado no São Vicente de Paulo e o sepultamento aconteceu na véspera do Natal, no Cemitério da Saudade, com serviços da Funerária Francana.
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