O delegado Wanir José da Silveira disse que, além da questão financeira, alguns casos de roubos são gerados por doença, a cleptomania, e o vício em drogas. “O cara, quando é usuário de crack, pode ver naquele objeto algum valor. Mesmo que não consiga passar aquilo para alguém, ele leva o objeto. Quando ele está na ‘fissura’, toma atitudes totalmente fora do que seria racional”.
O delegado diz que esses casos envolvendo objetos incomuns são minorias entre as ocorrências de furtos e não chegam a comprometer o já falido sistema carcerário brasileiro. “Se o autor for pego no momento do crime, pode ser autuado em flagrante juridicamente, mas a situação é tão fora da normalidade que se essa pessoa for para a cadeia, o juiz em um ou dois dias já a coloca na rua, tendo em vista até o pequeno valor econômico da coisa furtada.”
PROMOÇÃO
Em alguns casos, o que chama a atenção não é nem mesmo o objeto furtado, mas sim a explicação dada para se praticar o roubo. Em maio, por exemplo, o desempregado AB, de 27 anos, foi detido por populares após tentar furtar uma bicicleta no Centro da cidade.
Com a chegada da polícia, ele foi encaminhado para a delegacia, onde explicou o motivo do furto do veículo: pegou a bicicleta para chegar mais rápido a uma loja, onde queria comprar uma televisão que estava em promoção. Acabou detido.
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