A energia da prevenção


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Muitos são os desafios de uma empresa de energia elétrica e as mudanças somam-se a eles em amplo sentido: o excesso de chuvas no verão invariavelmente provoca estragos como deslizamentos, descargas atmosféricas e quedas de árvores que atingem a rede elétrica e comprometem o serviço de fornecimento. Atravessamos um período do ano no qual agradecemos pela chuva que encheu os rios e reservatórios, mas vivemos com o dilema dos danos provocados quando ocorrem os excessos. O processo de aquecimento global, acelerado pelas intensas mudanças climáticas, está transformando nosso planeta. Desmatamentos, queima de combustíveis fósseis e outras ações provocadas pelo homem aceleram a transformação em nosso ecossistema contribuindo para catástrofes naturais com conseqüências trágicas para os homens. Nesse contexto, o setor elétrico é um dos mais afetados com essas transformações. No Brasil e na maioria dos países, a transmissão e distribuição de energia elétrica são feitas por cabos aéreos e nus, ficando mais expostos a chuvas, tempestades e descargas atmosféricas. O sistema é considerado seguro, mas o excesso dessas ocorrências tem prejudicado o seu bom funcionamento. Assim como no Brasil, outros países sofrem com o mesmo problema. A CPFL tem procurado por soluções que possam competir com as mudanças climáticas e, nesse sentido, tem implementado novos equipamentos menos suscetíveis às tempestades. Uma das novidades é o cabo multiplexado. Seu isolamento com borracha reduz os desligamentos por objetos lançados na rede pelos ventos, como galhos de árvores, banners, telhas de zinco, entre outros. Outra tecnologia empregada com sucesso é chamada de spacer cable. Trata-se de uma rede compacta, que suporta melhor os ataques externos. Mas é nesta época do ano, de dezembro a março, que a CPFL implementa o seu ‘Plano Verão’. No período das chuvas mais fortes, a empresa disponibiliza pessoal extra para os chamados de emergência, monitora as alterações climáticas em cinco Centros de Operações no Estado de São Paulo e posiciona equipes estrategicamente em locais com previsão de fortes chuvas e tempestades. Essas operações contam com o apoio de outros órgãos públicos, como Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, prefeituras, Defesa Civil e concessionárias administradoras de rodovias. Trata-se de uma luta desigual, pois não há como impedir as forças da natureza. Mas temos certeza que estamos preparados para os desafios que os temporais apresentam. Eduardo Basile Jr. Gerente da Regional Nordeste da CPFL Paulista

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