Defesa Civil interdita duas residências da Vila Tótoli


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Fendas e rachaduras nas paredes e afundamentos do imóvel no solo que chegam em alguns casos a dez centímetros levaram a Defesa Civil de Franca a interditar, por risco de desabamento, duas casas localizadas na Rua Emílio Bertoni, na Vila Tótoli. Uma família foi obrigada a se mudar. A segunda residência está vazia há pelo menos quatro anos. A construção das moradias sobre um antigo depósito de lixo seria a causa, segundo os vizinhos, dos problemas. Ainda de acordo com eles, houve uma peritagem nos terrenos e foi comprovada a existência de resíduos orgânicos a dez metros de profundidade. Com o tempo, o material vai se decompondo, o solo cede e provoca o abalo das estruturas das casas. Membros da Defesa Civil, entre eles o capitão Alexandre Luiz Santos, comandante do Corpo de Bombeiros, e o engenheiro Alexandre Saia, da Prefeitura Municipal, compareceram no local no fim da manhã de ontem. Três residências foram vistoriadas e duas, segundo Santos, apresentam todos os fatores de risco para um possível desabamento. Tanto que ele determinou a saída imediata das três pessoas - um casal e a filha - que moram em uma das casas. “A família não pernoita no local”, disse, preocupado. PREOCUPAÇÃO O pedido de vistoria foi feito pelo aposentado Daniel Duarte Alves, 65. “O loteamento foi feito em cima de um aterro com todo tipo de entulho e várias casas estão afundando”. Alves disse que procurou a Defesa Civil para comprovar a existência do problema porque o processo na Justiça é lento. O aposentado e oito vizinhos ingressaram com ações judiciais contra os loteadores do local e a Prefeitura - que autorizou o loteamento - em 2002. Mas, até hoje, não há decisão. Os moradores dizem que os problemas foram detectados quando as casas começaram a ser construídas, no final dos anos 90. Ainda assim, seguiram com as obras. “Em torno de 12 (casas) apresentam problemas”, disse Alves. A dona de casa Madalena Maria Faciroli Santuci, 58, obrigada a deixar a moradia junto com o marido e a filha, ficará em residência de parentes e credita a responsabilidade ao poder público. “Quero que a Prefeitura dê outra casa”.

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