Quem trabalha por conta própria tem que oferecer algum atrativo para aumentar e fidelizar sua clientela. Algumas opções são preços competitivos e prestação de serviço personalizado. Pensando nisso, Sandro Rogério da Silva, há cerca de dois anos, explora um nicho inusitado do mercado: criou e se especializou no serviço de moto-táxi para cães e gatos. Em pequenos compartimentos adaptados, leva os animais de casa para o veterinário ou para qualquer outro local indicado pelo proprietário.
Segundo Sandro, seus maiores clientes são as clínicas e as lojas especializadas em banho e tosa. O preço de cada corrida é igual ao de um mototáxi tradicional, R$ 5. E não falta, segundo ele, clientela para movimentar seu negócio. Anteriormente, o transporte era feito por automóveis, o que encarecia as viagens. “Atendo cerca de 20 clientes todos os dias e trabalho de segunda a sábado. Posso dizer que tenho um rendimento razoável”, disse.
O mototaxista afirma que é o único a oferecer este serviço em Franca. Sandro trabalha regularizado, paga ISS (Imposto Sobre Serviço) para a Prefeitura e diz que não pensa em voltar a trabalhar no mercado formal. “Já tive empregos como vigia, porteiro, marceneiro e repositor. Gostava do que fazia, mas hoje sou muito mais realizado profissionalmente”, disse. Entre os principais benefícios, destaca a oportunidade de fazer os próprios salário e horário.
A idéia de montar o negócio veio de uma amiga que, assim como ele, gostava de cachorros e enfrentava problemas para levar seu animal de estimação para o banho e tosa, por exemplo. Sandro gostou da idéia e resolveu arriscar. A clientela aprovou a inovação e hoje a maioria das clínicas da cidade utiliza seu serviço no transporte dos animais e para levar medicamentos e rações para os clientes.
A moto conta com um baú adaptado térmico - específico para esta finalidade - com piso antiderrapante e saída de ar. Os problemas não são muitos e se resumem a quando os animais fazem suas “necessidades” no compartimento e Sandro tem de limpar. O mototaxista afirma que nunca teve acidentes como mordidas ou arranhados pelos seus “passageiros”.
Os cães e gatos, diz Sandro, só deixam de ser prioridade em um momento da viagem: na hora de pagar a conta. “Aí o proprietário é mais importante”, brinca.
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