Prefeito indica que pode regularizar uso de calçadas


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A polêmica que se instalou na cidade sobre a proibição da ocupação de espaços públicos por comerciantes foi um dos temas mais discutidos durante a entrevista de ontem. Sidnei Rocha afirmou ter sido omisso por não ter combatido a prática durante os quatro anos de seu mandato e disse, sem emitir opinião pessoal a respeito, que acata a decisão do Ministério Público. “Eu não fiscalizei a lei. Aí, o promotor passou na minha frente, agora, porque eu falhei, e disse que ia fiscalizar. Se o promotor está correto, a Prefeitura tem que fazer”. O prefeito deu um fio de esperança para os comerciantes e comentou que poderá enviar à Câmara um projeto de lei regulamentando a colocação de mesas e cadeiras nas calçadas. Ressaltou, porém, que todos devem obedecer ao decidido pelo Ministério Público. “Primeiro você cumpre a lei, depois você reivindica. Depois que todos cumprirem, vamos estudar e buscar soluções. A área pública é de todos e precisa ser respeitada”. Em relação à intenção da Promotoria de implantar a Lei da Hora Certa, restringindo o horário de venda de bebidas alcoólicas na cidade entre meia-noite e 6 horas, em dias úteis, e entre duas da madrugada e 6 horas em finais de semana, deixou transparecer ser contrário. “Problema de abrir ou fechar não é do promotor. Isto é exclusividade da prefeitura. Quem vai decidir é o prefeito. Na hora certa, você saberá minha decisão”. CRISE O prefeito que se manteve otimista durante toda a entrevista preferiu ser mais cauteloso ao falar sobre os efeitos da crise econômica e admitiu que há prenúncio de dificuldades futuras. Afirmou que não é possível avaliar com clareza as conseqüências que o País e a cidade poderão sofrer. “Prefiro aguardar para ver o que vai acontecer. Sou um observador atento, fico na expectativa. Não quero ser aquele que vai propagar a crise, nem o que vai ser inocente de dizer que não vai ter problema”. Ao comentar os reflexos no setor calçadista, colocou-se à disposição para discutir o assunto e buscar alternativas com o futuro vereador pelo PT e presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro. Por fim, declarou apoio à permanência de Joaquim Pereira Ribeiro (PSB) na presidência da Câmara. “Ele teve coragem de lutar pelo novo prédio e é justo e merecedor que possa fazer a inauguração”.

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