O diretor do Amazonas Saulo Pucci Bueno, concedeu uma entrevista por quase uma hora na tarde de ontem. Abaixo, confira alguns trechos.
Comércio - O quê, de fato, aconteceu com o Grupo Amazonas?
Saulo Pucci - O Amazonas estava inchado, esperando um setor novo, que fosse crescer: “agora vem o dólar, a Couromoda, a Francal...o Obama, enfim”. Mas não dá para esperar. Embora uma data horrível, véspera de Natal, nós da família estamos extremamente chateados, triste com isso tudo, mas o Amazonas não podia esperar nem mais um segundo.
Comércio - A empresa perdeu alguma linha de crédito específica?
Saulo - O crédito não existe hoje. O dinheiro no Brasil não existe e está caríssimo o pouco que tem. Os bancos estão com medo, há uma crise de confiança muito grande. Consequentemente o Amazonas também foi envolvido. Mas não foi esse o motivo, não foi a linha de crédito. O problema sério foi o seguinte: estávamos grande demais para o mercado.
Comércio - Quando começou essa crise no Amazonas?
Saulo - Esse ano foi caindo e nós sempre aguardando (as feiras) e o mercado não reagia. A posição da empresa, da família, sempre foi essa: o último furo é a dispensa. Somos contra, é extremamente desagradável. Esses últimos dias para nós têm sido terríveis, não tem ninguém feliz, é péssimo.
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