Número de ‘sem-emprego’ bate recorde em novembro


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VAGAS FECHADAS - Público aguarda atendimento no Ministério do Trabalho em Franca. Número de desempregados foi o maior já registrado em novembro desde 1998
VAGAS FECHADAS - Público aguarda atendimento no Ministério do Trabalho em Franca. Número de desempregados foi o maior já registrado em novembro desde 1998
Se outubro foi ruim para o emprego em Franca, novembro pode ser classificado com ainda pior. Levantamento divulgado ontem pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, mostra que o mês passado registrou o maior saldo negativo da década nos meses de novembro. Mais de 2 mil postos de trabalho foram fechados (2.226), quase o quádruplo do alcançado no mesmo período no ano passado. De todos os setores analisados, o da indústria calçadista apresentou o pior desempenho. Sozinha, ela é responsável por 2.110 vagas fechadas. Também houve queda nas indústrias de borracha e de vestuário, além da agricultura, porém em menor escala. Os setores comercial e de serviços apresentaram saldo positivo. Para José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), o resultado pífio é reflexo da sazonalidade aliada aos efeitos da crise internacional. Soma-se também a incerteza diante da negociação salarial, marcada para janeiro. “Há dificuldade de crédito, falta capital de giro. O empresário fica receoso”, disse. Normalmente nos últimos meses do ano, Franca sofre com a sazonalidade da indústria, que dispensa os funcionários em razão da baixa quantidade de pedidos, mas ao analisar o ano de 2008, percebe-se que o número de desemprego foi bem mais expressivo em relação aos anos anteriores. “Esperamos que haja recuperação a partir de janeiro. Vamos esperar a Couromoda e os resultados das vendas de Natal e Ano Novo”, disse Brigagão. Paulo Afonso Ribeiro, presidente do Sindicato dos Sapateiros, diz que só terá condições de analisar se há desemprego em razão da crise no retorno das vagas de trabalho no próximo ano (normalmente ocorrem a partir do fim de janeiro). “Não tenho respostas para esse número, também quero saber. O que falam são suposições, achismo”, disse. Paulo Ribeiro disse ainda que as rescisões contratuais realizadas até outubro último são semelhantes às ocorridas no mesmo período do ano passado. “O número de rescisões que fazemos no Sindicato dos Sapateiros é inferior ao do Caged, a não ser que sejam de trabalhadores com menos de oito meses de registro”.

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