Juventude solidária


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Muitas pessoas pensam que agradar ao próximo exige muito dinheiro e tempo. Estão enganadas. É possível, com uma boa conversa, usando algum talento que possua ou se unindo a outras pessoas, oferecer um Natal melhor para as pessoas carentes. Você que é jovem, está de férias e quer entrar no clima de solidariedade natalina, mas não sabe como ajudar, relaxe e siga algumas idéias já desenvolvidas na cidade. Em Franca não faltam exemplos de jovens engajados em ONGs (organizações não-governamentais), escolas, centros comunitários e outros grupos dedicados ao voluntariado nesta época. Eles fazem shows em entidades, vestem-se de Papai Noel, distribuem brinquedos e têm muitas histórias felizes e divertidas sobre esses momentos de solidariedade para contar. O grupo Andarilhos da Luz, projeto nos moldes dos Doutores da Alegria, conta com a participação de 20 jovens, entre 16 e 25 anos, para realizar a segunda edição da Operação Ho-Ho-Ho em 2008. Eles se unem para buscar patrocinadores ou juntar dinheiro e adotar cartinhas endereçadas ao Papai Noel enviadas aos Correios. Além de presentear com os brinquedos, os jovens doam cestas básicas e de Natal para as famílias. Neste ano, os voluntários deverão adotar cinco cartas. A entrega será amanhã, 24 de dezembro. “Sabemos que muitas pessoas vivem em situação difícil e muitos desejam ter um Natal melhor. As crianças escrevem para o Papai Noel dos Correios e nós tentamos realizar o sonho delas para que continuem acreditando nele”, disse Douglas Victorelli, 21, coordenador da Operação Ho-Ho-Ho. As ações voltadas para o Natal fazem parte da vida do estudante Gustavo Peraro, 15, desde sua infância. Há nove anos, ele participa da Associação Amigos da Alegria, ONG de Itirapuã criada pela madrinha do adolescente. Durante todo o ano, os voluntários organizam promoções, como venda de pizzas, feijoadas e bazares, e doam R$ 10 por mês para comprar brinquedos no fim do ano. Gustavo ajuda a montar as pizzas, organizar as campanhas e participa da distribuição dos presentes. “Deixo de fazer alguns passeios para cuidar desse trabalho. A dedicação vale a pena, pois fazemos muitas crianças felizes”, diz, orgulhoso. Neste ano, pela segunda vez, Gustavo se vestiu de Papai Noel para entregar mais de 2 mil bonecas, carrinhos, bolas e balas em Itirapuã no último domingo, 21. “A sensação de ser Papai Noel é muito boa. Quando coloco a barba, a roupa, as crianças me abraçam e tiram fotos, é muito gratificante. Um gesto simples pode fazer muitos natais felizes”, disse o jovem. Os pais dele e os dois irmãos, Diego, 22, e Daiane, 19, também participam do projeto. É SIMPLES AGRADAR O mágico Rafael Bianchi, 23, encontrou um espaço na agenda de shows para fazer uma apresentação voluntária para as crianças da Caminhar (Associação Familiar das Pessoas Portadoras de Paralisia Cerebral) no último dia 13. O público pôde assistir às atrações durante 30 minutos. O cachê do mágico é de R$ 350, mas ele abriu mão do valor. “Essas crianças valorizam mais do que as que têm condições de pagar. Elas não são carentes apenas em termos financeiros, mas de atenção”, disse ele, que faz em média três shows por semana. Como Rafael, que encontrou na mágica uma forma de divertir, outros jovens podem protagonizar momentos solidários com o próprio talento. Uma opção é ler um livro para crianças internadas nos hospitais, visitar uma creche, fazer apresentações de violão, cantar, dançar ou adotar uma cartinha do Papai Noel nos Correios. Se você não tem condições de comprar o presente pedido nas correspondências, junte-se aos seus amigos, faça uma “vaquinha” e seja o Papai Noel de alguma criança. Basta se dirigir até os Correios do Centro, até dia 24, das 9 às 17 horas, e se tornar um padrinho.

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