Bicampeão do mundo recusou convites para atuar nos EUA


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O ex-jogador de basquete Carmo de Souza, o Rosa Branca, morreu na manhã de ontem, aos 68 anos de idade, no Hospital Metropolitano, em São Paulo. Bicampeão mundial com a seleção brasileira em 1959 e 1963, Rosa Branca estava internado desde a última sexta-feira devido a uma pneumonia. O apelido Rosa Branca surgiu na infância, pela semelhança com um motorista do presidente Getúlio Vargas. Começou a despontar para o basquete em São Carlos e deixou o interior em 1959 para jogar no Palmeiras. Integrou a geração mais vitoriosa do basquete do País, defendendo a seleção por 12 anos. Além dos títulos mundiais (1959 e 1963), foi duas vezes medalha de bronze, nas Olimpíadas de Roma, em 1960, e Tóquio, em 1964. Ainda conquistou o bronze nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México, em 1955, e a prata em São Paulo, em 1963. Versátil, Rosa Branca atuou como armador e pivô. A precisão de seus tiros de longa distância, em uma época em que não existia a cesta de três pontos, atraíram a atenção do basquete dos Estados Unidos. Por duas vezes, Rosa Branca recusou convite para jogar no Harlem Globetrotters. Em clubes, viveu sua melhor fase a partir de 1963, quando se transferiu para o Corínthians. Pela equipe do Parque São Jorge, conquistou cinco títulos paulistas e três da Taça Brasil. Aposentou-se como jogador em 1971, e atualmente era diretor da Federação Paulista de Basquete. O corpo de Rosa Branca será enterrado no Cemitério Municipal da Lapa, em São Paulo. A família ainda não informou o dia e o horário.

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