Um dia após demissões, diretoria da Amazonas evita a imprensa


| Tempo de leitura: 2 min
SEM CONTATO - Saulo Pucci Bueno, presidente do Grupo Amazonas, não foi encontrado ontem para falar sobre demissões
SEM CONTATO - Saulo Pucci Bueno, presidente do Grupo Amazonas, não foi encontrado ontem para falar sobre demissões
Um dia após anunciar a demissão de 300 funcionários, os diretores do Grupo Amazonas não foram encontrados para explicar como farão o pagamento das rescisões contratuais dos trabalhadores. De acordo com assessoria de imprensa do grupo, apenas o executivo Saulo Pucci Bueno, presidente e porta-voz da empresa, é autorizado a comentar sobre o assunto. Como ontem ele estava em uma fazenda na região, não atendeu ao telefone celular. “Ele deverá pronunciar-se oficialmente na segunda-feira”, disse a assessora, Jussara Vieira. Para evitar especulações, o grupo enviou comunicado à imprensa no início da noite de sexta-feira informando sobre as demissões. Na nota, justificou a medida como forma de se adequar à nova realidade da economia mundial. “A atual conjuntura internacional e nacional, de turbulências e incertezas, alterou os planos da Amazonas e nos leva a adotar medidas preventivas a fim de minimizar os estragos provocados pela crise mundial”. Ao se adequar ao que chamou de “nova realidade da economia mundial”, o Grupo também quer voltar a ocupar o espaço no mercado, que segundo sua assessoria, deixou aberto nos últimos cinco anos, além de preservar sua história de 61 anos. “Temos a certeza de que apesar de toda dificuldade, trata-se de um ajuste necessário para encontrar a normalidade e voltarmos a crescer”, diz outro trecho da nota. Em que pese o otimismo, o número de demitidos é o maior feito pela empresa, pelo menos, nos últimos seis anos. Representa 1/3 dos empregados das cinco unidades de Franca. Os funcionários dispensados trabalhavam na matriz - fabricante de solados de borracha. Nas demais fábricas, a Amazonas Quimicam, Amazonas Componam, Amazonas Matrizam e Amazonas Painel, não houver demissões. As unidades são fabricantes de adesivos, modelagem, matrizaria e a transportadora, respectivamente. SINDICATO O Comércio tentou localizar, na noite de sexta-feira e na manhã e tarde de ontem, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Borracha, Geraldo Nobre. Ele não tem telefone fixo registrado em seu nome na lista telefônica. O sindicato da categoria, localizado na Rua Alberto de Azevedo, estava fechado ontem.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários