Como tradicionalmente acontece nas semanas de Natal e Ano Novo, a mais representativa categoria de trabalhadores de Franca ganha folga após o fechamento da produção de fim de ano. Com o descanso de milhares de sapateiros, a partir da próxima semana, as regiões industriais da cidade, como Distrito e partes dos jardins Petráglia e Paulistano, ficarão praticamente desertas.
Como cada indústria tem calendário próprio, não é possível afirmar quantos, dos 20 mil trabalhadores com carteira assinada da cidade, terão folga ou sairão de férias. De acordo com o Sindicato dos Sapateiros, a atividade será mínima nas próximas duas semanas.
“Muitas (fábricas) vão trabalhar até dia 23 de dezembro e voltar no dia 5 de janeiro”, disse Paulo Afonso Ribeiro, presidente da entidade.
O Comércio ouviu informalmente 11 empresas de médio e grande portes que, juntas, empregam mais de 4 mil pessoas. Nove delas confirmaram que dispensarão os funcionários nas semanas de festas.
Em duas, a folga dos trabalhadores será estendida e se transformará em férias de até 30 dias. O argumento é que a produção será retomada somente depois da Couromoda, que acontece de 12 a 15 de janeiro, em São Paulo.
A Calçados Pipper - que tem 250 empregados - é uma das que prolongarão o descanso. A produção de fim de ano na empresa foi concluída ontem. O retorno à linha de fabricação só acontece daqui a um mês, já com os pedidos fechados na feira. “Provavelmente a gente volta depois do dia 20 de janeiro”, disse Maurílio Nunes, diretor comercial da empresa.
Para boa parte das fábricas, o retorno acontece mais cedo. É o caso da Calçados Stefanello. A diretoria da empresa promoveu uma festa de confraternização para os funcionários na quinta-feira e já avisou que o trabalho será retomado no dia 5. “Temos pedidos para 3 ou 4 dias de janeiro. Mas a expectativa é de que na próxima semana, após as festas, cheguem mais”, disse o proprietário, Jaime Borges.
A exemplo da Stefanello, a folga dos funcionários da Tenny Wee será restrita às semanas de Natal e Ano Novo. A empresa pára a produção a partir de segunda-feira e retoma no dia 5 de janeiro com os trabalhadores do setor de corte (primeira etapa da preparação do calçado). Após o dia 8 a produção será retomada plenamente.
O otimismo dos fabricantes não é visto com bons olhos pelo consultor calçadista Zdenek Pracuch. Ele acredita que o setor poderá passar por maus momentos.
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