Por força do ofício, a agente de turismo Ana Maria Mourão Vasconcelos, 54, gosta muito de viajar. Dentre os vários passeios que já fez, um deles, que não foi a trabalho, deixou-lhe boas lembranças. Em fevereiro deste ano, junto de seu marido Sebastião Vasconcelos, ela ficou 17 dias conhecendo vários destinos da Europa. Passou dois dias em Paris, França, um dia em Bruges - a Veneza do norte europeu localizada na Bélgica-, além de ficar dois dias em Bruxelas e seis dias na República Tcheca.
Mas de todos esses, o que mais lhe causou impacto foi Budapeste, a capital da Hungria. Fundada em 1873, a “Paris do Leste Europeu”, também chamada de a “Rainha do Danúbio”, é a sexta maior cidade da União Européia, com mais de 1,7 milhão de habitantes. “Adoramos o Leste Europeu. Praga é encantadora, e já sabíamos disso, mas nos surpreendemos com Budapeste, dividida pelo Rio Danúbio, com um lindo castelo em uma colina de Buda”, disse.
A capital húngara é formada por Buda, a parte mais residencial e “romântica”, e por Peste, o centro financeiro do país, com destaque para o belo prédio do Parlamento. “A arquitetura dessas cidades é uma mistura do gótico, do barroco, do neoclássico e do art nouveau húngaro”, conta Ana Maria, que chegou a presenciar uma greve de trens enquanto esteve por lá.
Apesar de não ter sentido muita simpatia por parte dos budapestinos, mais rígidos nas relações interpessoais, Ana fala que conhecer o país é imperdível, principalmente pelas opções de hotelaria, que são mais baratas que na França e na Itália. “O hotel em que ficamos em Budapeste chama-se Novo Hotel, é excelente, um prédio antigo adaptado, muito bonito, cuja diária do casal custou 120 euros, o que para os parâmetros europeus foi barato. Existem hotéis com preços menores”.
Além disso, Ana apreciou a parte gastronômica, representada pelo famoso Gulashem, preparado com cubos de carne bovina, suína ou de frango, acompanhado de cebolas, batatas e muita páprica. “A comida húngara é deliciosa, adorei. Muita salada do tipo season e peixes de água doce como a carpa. Devido a sua altitude e clima, a Hungria está entrando no circuito dos bons vinhos também. Uma refeição com saladas, peixes ou frango custa a partir de 15 euros por pessoa”, explica.
Segundo a agente de viagens, uma das coisas mais divertidas é conhecer as belezas da Hungria a bordo do velho e bom funicular. Muito popular e barato em Budapeste, o veículo é puxado por cabos de aço sobre trilhos. Como dica de segurança, ela alerta que não é aconselhável se aventurar pelo leste europeu de carro, já que existem algumas dificuldades nas fronteiras e com relação ao idioma. “O melhor mesmo ainda é o avião ou o trem”.
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