“Não colaborem”


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Quero dizer ao leitor Paulo César Barbosa de Souza que não sou eu quem custeia a clínica do meu ente querido, e sim ele próprio. E faz isso com o dinheiro que obteve do saque do fundo de garantia e se for preciso com a venda do seu próprio carro. Ele pagou sua própria faculdade - é formado em Direito - e a única coisa que está contando da gente agora, é o apoio. Nunca serviu de laranja e muito menos de “mula”. Foi sempre usuário. Tenho certeza que sempre foi muito bem informado sobre os males das drogas. O problema dele é outro e não me compete dizer aqui. Quanto a olhar à minha volta, quem me conhece sabe o quanto faço isso. Reafirmo que apenas quem tem pessoas nessa situação na família sabe como elas sofrem por culpa dos traficantes. Claro que ninguém entra nesse mundo por esporte, assim como ninguém, creio eu, se prostitui por esporte, mas torna-se cômodo, já que a rentabilidade dessas atividades é rápida e ‘fácil’. Tudo é uma questão de escolha. Meu ente querido está arcando com as conseqüências de seus atos. Só mais uma coisinha: o dinheiro dele era de trabalho honesto, com carteira registrada e tudo. Ana Maria Matos de Andrade Franca - SP ***** Caro Alex Ferreira (leia o comentário deste leitor em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=37907) . Você é pai? Se não é, ainda não sabe o que está dizendo. Se já é pai, duvido que deixaria um filho seu apodrecer na prisão sem ir visitá-lo ou fazer de tudo para tirá-lo de lá. Para saber do que estou dizendo vá até uma dessas casas de recuperação e converse com algum dos internos ou então vá até o cadeião do Guanabara e converse com os presos. Garanto que você vai se impressionar com as histórias de vida deles. Tenho certeza que sua opinião mudará, pois, com certeza, você verá que não são animais que lá estão presos e sim seres humanos castigados pela falta de educação e oportunidades geradas não apenas mas também pela visão materialista e egoísta que o ser humano vem desenvolvendo com o passar do tempo. Alexandre Antônio Silva Stefani Franca - SP ***** Tenho acompanhado diversas manifestações de leitores a respeito da mãe que quer visitar uma filha presa por tráfico de entorpecentes no exterior. Alguns dos comentários chegam a ser bastante agressivos. Outros moderados. A maioria, em cima do muro. O que causa espécie é que, provavelmente, todos se dizem cristãos! A vingança tem sido a causa de todas as desgraças que ocorreram, ocorrem e ocorrerão por muito tempo ainda neste nosso sofrido planeta. Nesta época do ano em que todos se voltam a festejar o Natal (será que sabem o que é isso?) essas pessoas poderiam fazer um ato de reflexão e tentar descobrir o que Jesus veio fazer aqui. Amar o próximo como a si mesmo e até seus inimigos(!) foi um dos ensinamentos do Enviado por Deus. Acho que se a Editoria de Opinião do Comércio publicar este meu comentário, dirão alguns que devo ser um “cartola” que se pronuncia. De antemão digo que não. Sou, isto sim, um cristão conscientizado de meus defeitos e da luta incessante que tenho de empreender para saná-los! Por que não ajudar um mãe sofrida? Por que não dar uma oportunidade para um criminoso se reabilitar? Não se interromperia aí um ato de vingança? Novas esperanças, um novo amanhecer para criaturas de corações empedernidos, apenas com um ato de amor. Paz, minha gente. Muita paz! J. Morgado Mongaguá - SP

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