‘Você se sente impotente’, diz vítima


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O assalto de ontem foi o segundo ocorrido no supermercado do Recanto Capitão Heliodoro. O proprietário diz que não acredita que os ladrões de ontem sejam os mesmos do roubo anterior. Segundo ele, ao ter uma arma apontada em sua direção por marginais, foi grande a sensação de impotência. Comércio da Franca - Esta é a primeira vez que o senhor é assaltado? JRS - Não é a primeira vez. Da outra vez a polícia estava em greve e nós tivemos uma dificuldade muito grande, mas depois os mesmos elementos assaltaram um varejão e (os policiais) prenderam alguns deles. Acho que não tem nada a ver com esses de agora não. Comércio - Como o senhor se sentiu na hora do assalto, com uma arma apontada em sua direção? JRS - Na hora que a ficha cai, você se sente impotente. Você fala: “Vou fazer o quê? Me levaram dinheiro. Poderia ter acontecido uma tragédia, uma coisa muito ruim”. Mas enquanto a ficha não cai, você não nota que o perigo é tão iminente. Depois que eles vão embora que a gente passa a perceber isso e pensar no que poderia ter acontecido. Comércio - Algumas testemunhas suspeitaram dos assaltantes e acionaram a polícia tão logo eles invadiram seu supermercado. Este fato, para o senhor, ajudou na captura dos bandidos? JRS - Tem um outro supermercado, vizinho, que no mesmo momento já tinha suspeitado do comportamento deles e avisado a polícia. Ele passou os números das placas. Aí a polícia já chegou, a gente já saiu e encontrou o Escort azul (utilizado na fuga pelos assaltantes).

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