Justiça bloqueia contas de Belão para a devolução de R$ 81 mil


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Ontem, no dia em que foi diplomado prefeito de Restinga, Clarindo Ferracioli, o “Belão” (PSC), levou dois duros golpes. Primeiro, teve as contas bloqueadas pela Justiça para que seja obrigado a devolver R$ 81 mil aos cofres públicos do município. Depois, o Ministério Público ingressou com outra ação pedindo a impugnação de sua diplomação e a realização de novas eleições. O bloqueio eletrônico das contas foi solicitado pelo promotor Paulo César Corrêa Borges e justificado pelo fato de “Belão” não ter sido encontrado para receber intimação judicial. Na quinta-feira passada, a Justiça acatou pedido da promotoria e determinou que o político devolvesse R$ 81 mil ao município por ter fraudado notas fiscais quando administrou a cidade em 2000. Pela decisão, o prefeito eleito teria três dias, após ser intimado, para fazer a devolução do dinheiro. Na ação, o promotor ressaltava que há uma semana oficiais de Justiça não estavam encontrando “Belão” que, segundo o Ministério Público, estaria se “escondendo” em Restinga. “Além de ganhar tempo para possíveis fraudes, ele vem se esquivando do oficial de Justiça para ganhar tempo, além dos três dias fixados para o pagamento”. No pedido, o promotor lembrou que os prazos de intimações serão suspensos no período de 18 de dezembro a 6 de janeiro e, com isto, os três dias que foram concedidos ao político se tornariam quase um mês. “Assim, terá tempo para desviar bens e recursos financeiros”. Poucas horas após a ação ter dado entrada na 1ª Vara Cível da Comarca de Franca, o juiz João Sartori Pires deferiu o pedido e determinou o imediato bloqueio das contas de “Belão”. A penhora por meio eletrônico determina a indisponibilidade dos ativos financeiros até o valor de R$ 81 mil. Com isto, não pode movimentar suas contas correntes, cadernetas de poupança e aplicações financeiras. Na hipótese de o prefeito eleito não ter os R$ 81 mil em suas contas, serão penhorados seus automóveis e imóveis. “A justiça começou a ser feita, mas ainda tem muita coisa a se fazer. Outros pedidos do Ministério Público ainda serão analisados. Cedo ou tarde, a perda dos direitos políticos virá”, finaliza Paulo Borges. No fim da manhã de ontem, logo após a entrega dos certificados aos eleitos, o promotor eleitoral Fernando de Andrade Martins, voltou a pedir a impugnação da diplomação de “Belão” e a realização de novas eleições na cidade. Além do já conhecido processo pela contratação de uma filha sem concurso público, o promotor reforça o pedido informando que o Ministério Público investiga denúncias de que o prefeito eleito teria montado uma empresa fantasma de locação de veículos em Restinga para justificar gastos na última campanha eleitoral. A Justiça ainda não se manifestou a respeito.

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