Ela ainda sonha dirigir e comprar um carro


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Conseguir andar com as próteses será mais um dentre tantos outros desafios de Eliana, que precisou reaprender formas para realizar tarefas corriqueiras, como tomar banho, deitar na cama e fazer as tarefas domésticas. Ela, com ajuda dos filhos Maicon, 17, e Letícia, 12, e dos vizinhos, cuida da casa. Eliana disse que enfrentou momentos difíceis neste ano. Ficou depressiva e, há seis meses, enfrenta a separação do marido. “Ele saiu de casa. Ele alegou que estava dividido, confuso. Ele decidiu dar um tempo na nossa relação porque estava muito difícil nós dois, porque fiquei mal- humorada”. Ela tem encontrado forças participando de atividades esportivas. Faz parte de um grupo de jogadores de basquete cadeirantes. “No momento, esse grupo foi primordial. Ver pessoas iguais a mim ou pior, brincando, me faz aprender muito com eles”. Eliana pratica outro esporte na instituição: natação. “No começo tive medo, mas o professor me deu muita segurança”. Eliana pretende tirar carta de motorista e comprar um carro adaptado. Um grupo de alunos da Unifran já se mobiliza para ajudá-la. “Estamos vendendo 500 pizzas por R$ 10”, disse ela, que sobrevive com R$ 415 de auxílio- doença e R$ 99 do Bolsa Família.

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