A riqueza produzida em Franca em 2006 superou os R$ 3 bilhões, mas na análise dos especialistas, o PIB (Produto Interno Bruto) da cidade poderia ser maior. A falta de diversidade industrial, a perda de grandes indústrias, a alta carga tributária e a localização desprivilegiada de Franca são alguns dos fatores apontados como “empecilhos” para o avanço da economia.
Sebastião Ananias, secretário de Finanças da Prefeitura, diz que Franca tem um PIB ruim, mas oferece uma qualidade de vida de excelência. Para ele, as indústrias locais sofrem com a competitividade e por estarem no “cotovelo” do Estado de São Paulo. “A nossa localização atrapalha, por isso é difícil atrair novas empresas. Além disso, Franca tem todo o agregado montado para o calçado, se trouxer outro tipo de indústria, ela se sentirá deficitária em termos de matéria-prima”, disse.
Ananias disse também que a cidade sofre com uma economia paralela e, se todo o trabalho informal fosse considerado como produção de riqueza, a situação de Franca seria outra. Recentemente, levantamento do Ministério do Trabalho mostrou que a cidade tem apenas 27,13% de trabalhadores legalizados.
Para o economista Hélio Braga, em 2006, o câmbio não estava favorável e as exportações de calçados se comportaram mal, além disso, neste mesmo período, a cidade começou a sofrer perdas de indústrias significativas para a economia. “Franca poderia ter avançado mais, mas vários fatores impediram para que isso não acontecesse. Perdemos grandes indústrias (Samello é um exemplo) e ficamos apenas com as micro e pequenas. Tudo isso interfere”.
Braga diz que as transformações econômicas com a chegada de grandes redes varejistas e novas empresas ocorridas em Franca apenas começaram a ser consideradas e deverão ser percebidas efetivamente nos PIBs futuros. “A partir de 2009, começaremos a sentir mudanças radicais”, disse.
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