Vida de cão


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Pontuando na mídia nesses últimos dias, Barney, o cão companheiro de estima de George Bush na Casa Branca, e já no presente e antecipadamente, o futuro cão sucessor – a partir de 20 de janeiro – ainda sem nome e fiel amigo do novo homem mais poderoso do mundo, Barack Obama. Deste outro cão – que provavelmente será um vira-lata segundo seu dono ou mesmo um encrenqueiro esnobe poodle cheio de caprichos e freqüentador de luxuoso pet shop onde se prestam serviços especializados em brilhante e perfumado pêlo cor de mel ou lilás – falaremos o ano que vem. Jon Decker, da agência de notícias Reuters, desavisado do estresse de Barney em função da crise econômica que agastava Bush, intentou um carinho na cabeça do valente cachorro. A resposta foi uma bocada na mão do jornalista seguida do rosnar de severa advertência: aprenda não bulir com quem está quieto. Se para Becker foi um susto inesperado, Barney continuou perdido em suas preocupações por ter que deixar brevemente a Casa Branca. Hoje, acompanhando a vida dos cães, chego a invejá-los pelo padrão em que são mantidos. Na França são considerados membros das famílias, em alguns casos participando das refeições à mesa como vi ao visitar amigos em Paris e vi ser comensal um imponente Elméer, São Bernardo de tradicional estirpe. O poder público de Paris dispõe de um aspirador eletrônico cruzando as ruas centrais com o fito de recolher excrementos de sua população canina. E há ou-tros, “poderosos”: em Paris está o Musée de L’armée onde se guarda a memória de Napoleão. Seus objetos pessoais, seu famoso chapéu, suas armas, roupas, mobiliário, e seu cão empalhado: Bendicó. E outra: no bolso da casaca do maestro enquanto regendo sua orquestra, o minúsculo Pepito, chihuahua de Xavier Cugat dormia. Rin Tin Tin é mais um, o pastor alemão aclamado protagonista de muitas grandes histórias à volta do mundo. Lassie, a collie mais famosa, alma e amor com sabedoria entre seus iguais. E segundo me contou Luiz Neto, um cão acaba de surgir em Franca batizado por seu dono como Barack Obama. O nome lhe bastaria para torná-lo famoso. Está em preparação para guardar um estacionamento de carros. Embora seja fartamente reconhecida à amizade e fidelidade canina, não se podem omitir ocorrências de ampla tragicidade. Raças criadas pelo homem para matar, notadamente quando não recebem adestramento adequado para convivência dócil com pessoas é presença perigosa na vida urbana. Entre as raças mais agressivas estão os Mastin-Napolitano, Bull Terrier, American Stafforshire, Pastor Alemão, Rottweiler, Fila, Dobermann e Pitbull. É importante que possuidores de cachorros atentem para as leis existentes. Nos condomínios de apartamentos com alto luxo e gente educada, o instrumento regulador é a Convenção de Condomínio prevista na lei nº 4.591/64 que sempre proíbe a entrada de animais de qualquer espécie. Se alterada em assembléia a Convenção para permitir a permanência, o regulamento interno deve gravar os condôminos para obediência rigorosa. Nas ruas e praças, os cães obrigatoriamente só podem ser conduzidos com a segurança de guia curta e coleira com enforcador, garantindo tranqüilidade ao circulante nas calçadas a fim de inibir susto e temor, destacando-se mais que isto: riscos graves. Garcia Netto Jornalista

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