Seis mil famílias não possuem residência própria em Franca


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SONHO REALIZADO - Dezoito anos após quitar seu imóvel, no Leporace, Onofra Leonel de Faria, 76, recebe do prefeito Sidnei Rocha a documentação para poder registrar a escritura
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Um estudo que está sendo concluído pela Prohab (Habitação Popular de Franca) revela que quase 6 mil famílias não possuem residências em Franca e dependem de ações governamentais para adquirir a casa própria. São pessoas que pagam aluguel ou moram em imóveis cedidos por parentes ou amigos. Algumas têm terreno, mas precisam de ajuda financeira para construir. Segundo a Prohab, o número de famílias sem casa própria na cidade é menor do que era estimado. O banco de dados em vigor na Prohab indicava que havia 15 mil pessoas na fila de espera por uma moradia na cidade. Para levantar o número real e ter informações atualizadas, a empresa decidir fazer um recadastramento de todos os inscritos. O serviço começou no dia 3 de novembro e foi encerrado no último sábado, dia 13. Neste período, 5.605 pessoas estiveram na Prohab para fazer a atualização dos dados ou para se inscrever pela primeira vez. De acordo com a Prefeitura, este é o déficit habitacional oficial da cidade. “Este é o número real. Com mais algumas inscrições que já haviam sido feitas no novo critério, acredito que devam chegar a 6 mil. Não passa disto. O cadastro é confiável e reúne dados importantes para o nosso controle”, disse Valéria Marson, presidente da Prohab. Durante o preenchimento dos cadastros, os funcionários da empresa levantaram que 2.408 pessoas que se inscreveram para futuros sorteios moram em casas alugadas. Outras 1.547 vivem em imóveis cedidos por conhecidos e 67 declararam possuir terreno mas não ter dinheiro para construir. “Estamos estudando programas que dêem condições para estas pessoas”, disse Valéria. O cadastro antigo reunia informações desatualizadas e continha fichas de pessoas que, durante a espera, compraram casas pelos próprios meios, fizeram inscrição em duplicidade, morreram ou se mudaram da cidade. O novo banco de dados eliminou estes casos e ajudará, segundo Valéria, a estudar melhor o déficit. “Desde 2005 entregamos 2.096 moradias construídas em parcerias com a Caixa Econômica Federal e com a CDHU. São investimentos na ordem de R$ 58 milhões. Eliminar o déficit é difícil, mas podemos reduzi-lo”, afirmou. Atualmente, a Prefeitura desenvolve o projeto de mutirão e estuda áreas que podem ser cedidas para a construção de conjuntos habitacionais em parceria com os governo estadual e federal. Disse que “outros projetos” serão oportunamente anunciados pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB). ÁUDIO Saiba mais ouvindo o Difusora Notícias de ontem, através do link http://gcncomunica.wordpress.com/novidades/banco-de-audios/difusora-noticias-arquivos/

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