Hoje celebramos o terceiro domingo do Advento. É chamado de domingo da alegria pelo prazer da proximidade do Natal. O Advento é um momento em que o Senhor nos alerta para sua vinda. A alegria que envolve não é provocada por uma simples festa. Ela nasce na certeza de que o Reino de Deus está no meio de nós.
Na primeira leitura da missa, o profeta Isaías, enviado por Deus, conta sua vocação: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu, enviou-me a anunciar a Boa-Nova aos pobres, a curar as feridas do coração e proclamar a liberdade aos cativos, a libertação aos que estão presos e a proclamar um ano de graça do Senhor”.
A vocação e a missão do profeta conduzem à exultação de alegria. Ele chega diante dos pobres israelitas, desanimados e alquebrados e lhes anuncia a sua missão, Vim – diz ele – para transmitir coragem e esperança a quem está desiludido, em quem tem o coração abatido.
De verdade estes pobres teriam muito boas razões para desanimar e pensar que Deus os abandonou. Em vez disso, não desanimam. Têm certeza que as promessas do Senhor se realizarão, ainda que não imediatamente.
A segunda leitura é retirada da primeira carta aos Tessalonicenses. Para o apóstolo Paulo, a grande notícia de Jesus Cristo é a salvação destinada a todos os homens. Mesmo que os Tessalonicenses necessitassem corrigir sua conduta em alguns aspectos da vida, era louvável a disposição interior que possuíam.
O apóstolo convoca aquela comunidade à “alegria”. Para ele a alegria é um elemento constitutivo do Reino de Deus entre os homens; é fruto do Espírito no coração dos cristãos. Essa alegria é plena porque está “com o Senhor”.
A verdadeira alegria nasce, antes de tudo, da “oração”: rezai sem cessar, dai graças. Também chega pela abertura do coração aos impulsos do Espírito Santo que enriquece com seus dons a comunidade. E por fim, nasce de uma vida moral brilhante.
Muitas vezes confundimos a alegria verdadeira com o prazer da bebida, das drogas, do adultério, da vida imoral. No evangelho, João deixa claro que a vinda de Jesus ao mundo é como a chegada da luz. João é o primeiro que reconhece a luz de Cristo e dele dá testemunho.
Quantas luzes enganadoras tentam hoje nos seduzir! Quantas propostas enganosas nos são apresentadas. Quando abrimos o coração para a luz que é Cristo, não devemos temer surpresas, pois a sua presença não engana ninguém.
O Batista se apresenta muito honesto e não se deixa seduzir por nenhuma dessas falsas opiniões que correm sobre sua pessoa, achando que ele fosse o Messias esperado.
Ele se define “uma voz”. A voz é um conjunto de sons que servem para transmitir uma mensagem. A voz desaparece e fica a mensagem. João é aquele que dá testemunho da vinda da luz ao mundo e depois, cumprida a sua missão, desaparece.
A fé em Cristo não nasce de raciocínios humanos, mas da escuta do testemunho daquele que já se encontrou antes com Cristo. Vamos lembrar sempre: perto de nós existe alguma pessoa que precisa se encontrar com Cristo por meio do meu testemunho, da minha voz.
ORQUESTRA NA CATEDRAL
No dia 21 de dezembro, às 20 horas, você é o convidado especial para assistir à belíssima apresentação da Orquestra Sinfônica de Franca, sob a regência do conceituado maestro francano Nazir Bittar Filho. A Catedral abre suas portas para acolher a Orquestra e coral, e você. É um presente de Natal para todos que amam o que é belo.
UM PRESENTE PARA JESUS
Na época do Natal é costume presentear as pessoas. Surge uma pergunta: o que dar ao aniversariante do dia que é Jesus? A resposta é fácil: ajude alguém. É preciso lembrar: todas as vezes que saímos com a intenção de ajudar alguém, sempre encontramos a pessoa certa com a necessidade correta e aquilo que oferecemos é, de verdade, o que ela necessita. Neste Natal vamos encontrar um “menino Jesus” para ajudá-lo a sorrir!
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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