Trainee: o trampolim para o sucesso profissional


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Graciele Gonçalves, 31, formou-se em Enfermagem pela Universidade de Franca no fim de 2007. Mal concluiu a faculdade e já conseguiu a colocação que almejava. A francana, que já atuava no Hospital Regional há cinco anos como técnica de enfermagem, participou do primeiro programa de trainee promovido pela empresa, que a princípio foi direcionado apenas a funcionários. Após passar por prova, teste psicológico e entrevista individual, ela e mais três candidatos foram selecionados e estão atuando há um ano, com reais chances de efetivação. “Estou adorando trabalhar aqui, está sendo ótimo. É muito gratificante, porque no fim da faculdade sempre surge aquela tensão para conseguir emprego”, relata Graciela, que além de conhecer procedimentos específicos em sua área, acompanhou a rotina de todos os setores do hospital. De acordo com a coordenadora dos serviços de enfermagem do Hospital Regional, Márcia Giacomini, existe a intenção de serem abertas novas seleções, porém não para 2009. “O trainee é importante porque quando o aluno sai da faculdade não está totalmente preparado, mas tem muita vontade de aprender. São pessoas muito dispostas a dar o melhor de si”, comentou, acrescentando que conhecimentos em informática e inglês são mais que desejáveis. O Magazine Luiza também costuma empregar esse tipo de profissional. Porém, a assessoria de imprensa do grupo não deu retorno até o fechamento desta edição. Diante das poucas oportunidades por aqui, a saída é buscar novos horizontes (confira notas na primeira página alguns processos seletivos com inscrições). A maioria das multinacionais - especialmente instituições financeiras e indústrias - tem programas de trainee para capitais e grandes centros urbanos, com cargos técnicos e gerenciais em diferentes áreas do conhecimento - de administradores a engenheiros. São vagas com contrato inicial de, em média, um ano, com foco em pessoas entre 22 e 30 anos. E os salários chegam a R$ 5 mil. As seleções costumam ser tão disputadas que chegam a ter mais concorrência que os principais vestibulares do País. São provas on-line e presenciais, entrevistas, dinâmicas de grupo e apresentação de projetos que evidenciam atributos como poder de liderança, conhecimento de mundo e de outras línguas (inglês avançado é primordial) e muita, mas muita, disposição para o trabalho. É comum também que algumas empresas exijam formação nas consideradas universidades de “primeira linha”. “As chances de conseguir colocação são muito grandes, já que existe investimento de longo prazo por parte da empresa. Só não se contratam aqueles que não se enquadram no perfil desejado e na cultura organizacional”, explica Vânia Lemos Zamboni, psicóloga especialista em Gestão de Pessoas que atualmente leciona no Uni-Facef (Centro Universitário de Franca). Sem dúvida, a cobrança posterior por resultados faz parte do jogo. Contudo o suporte que se recebe vale a pena. “O programa de trainee tem como objetivo formar profissionais e desenvolver talentos potenciais que contribuirão com o crescimento da organização. Esses jovens serão a futura liderança dessa organização”, conclui a especialista.

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