Sem moleza no meu tempo


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Concordo com os leitores que a omissão da identificação do menor infrator é como que passar a mão na cabeça, é reforçar o que ele já sabe: pode delinqüir à vontade, que não ficará “sujo”, será apenas repreendido. Fala sério! Isso não é maneira de educar ninguém! A forma mais eficaz de responsabilizá-lo pelos seus atos é tornar público tanto a infração, como a recuperação. Para o ECA é conveniente não tornar público o ato ilícito porque também esconde a impossibilidade de recuperação. Li a Entrevista de Domingo com o Dr. Augusto Soares de Arruda Neto, promotor da Infância e Juventude e fiquei horrorizada. O menor não obedece mais aos pais, não tem atividade até os dezesseis anos, não tem educação de qualidade nas escolas públicas e ninguém acha que esses sejam o melhor caminho para a delinqüência! Na minha infância, não havia essa moleza não! Quando coloquei um cigarro na boca pela primeira vez levei um bofetão na boca que me desmotivou a fumar pelo resto da vida. Se os defensores do ECA fizessem uma pesquisa séria veriam que, nos dias de hoje, as crianças que tomam jeito na vida e se tornam cidadãos de bem são aqueles que os pais ensinam a trabalhar desde pequenos. Aqui em Franca, a realidade nua e crua é que os menores trabalham em casa junto com os pais, porque uma parte significativa da população francana trabalha pespontando sapatos na própria residência e os filhos participam dessa atividade também. E é isso que faz a grande diferença. Como defender que lugar de criança é na escola, se a escola deseduca mais que educa? O que esperar de uma educação onde os educadores são ameaçados pelos próprios educandos? Como não bater quando o filho desembesta para a delinqüência? Como não identificar o menor infrator quando todos sabem que ele age motivado pela impunidade? O bandido é bem convincente quando diz ao menor que ele ficará impune. Diz a verdade e então, não há motivos para desconfiança. Desacreditados ficam os pais, que nem podem punir... Rosa Santa Batista Conselheira deste jornal -Franca - SP ***** A senhora Rosa Santa Batista falou tudo. O Estatuto da Criança e do Adolescente consegue dar educação e proteger o menor infrator dos traficantes ou da prisão? Muito pelo contrário. Joga o menor nas mãos dos traficantes para ser morto, da mesma maneira que ocorreu com o adolescente que matou o sapateiro Leandro Braz. Sabem o que está acontecendo no Brasil? Tem muita gente folgada, metida a entender de educação de menores mas que não dá conta de educar os próprios filhos. Do jeito que a coisa vai, teremos no Brasil, em breve, o estatuto de proteção ao bandido e ao traficante. Luiz Carlos Franca - SP

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