Ampliação da Câmara pode resgatar cinco partidos que estavam de fora


| Tempo de leitura: 2 min
NA CERIMÔNIA - O prefeito Sidnei Rocha, seu vice, Ary Balieiro, e a vereadora Graciela Ambrósio participam da diplomação dos eleitos em outubro, ontem, no Fórum. Ontem foi o primeiro encontro entre o prefeito e a nova C&a
NA CERIMÔNIA - O prefeito Sidnei Rocha, seu vice, Ary Balieiro, e a vereadora Graciela Ambrósio participam da diplomação dos eleitos em outubro, ontem, no Fórum. Ontem foi o primeiro encontro entre o prefeito e a nova C&a
Cinco partidos que não emplacaram vereadores nas eleições de 5 de outubro poderão garantir uma cadeira na Câmara Municipal a partir do ano que vem. Outros três, que já têm representantes garantidos (PTB, PSDB e PT), ganhariam mais uma vaga cada. Caso o Senado Federal aprove e promulgue ainda este mês a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que amplia o número de vereadores no País, o bloco de apoio ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) continuará, de longe, com o maior número de membros. A oposição ganhará mais duas vozes. A votação no plenário de Brasília acontece na quarta-feira, 17, e há um acordo de líderes partidários para que a matéria seja aprovada. A Câmara dos Deputados já aprovou a proposta. Na hipótese da PEC ser promulgada em tempo hábil, Franca aumentaria de 15 para 23 o número de vereadores para a próxima legislatura. Neste caso, a Justiça Eleitoral terá que refazer o cálculo do quociente para indicar os oito novos eleitos. Com a ajuda do advogado Wágner Artiaga, presidente do PSDB e especialista em cálculos matemáticos, o Comércio da Franca fez uma simulação e chegou aos possíveis nomes. O resultado não é oficial e uma confirmação a respeito só será feita pela Justiça Eleitoral. O quociente das últimas eleições, que foi de 11 mil votos, cairia para 7.188 devido ao aumento do número de vagas. Este é o número de votos que um partido precisa ter atingido para garantir uma cadeira na Câmara. Se a alteração for confirmada, o vereador Nirley de Souza (DEM), o candidato mais votado e não eleito, teria a situação revertida e garantiria a reeleição, pois o Democratas somou 9,6 mil votos. Escaldado por ter ficado de fora mesmo com os 3.565 votos recebidos, ele mantêm a cautela. “Estou ansioso, mas não vou me empolgar, senão, posso ter outra decepção. Tenho fé em Deus que vai dar certo, mas não posso me iludir”. Entre os integrantes dos partidos que não fizeram vereadores, também garantiriam uma vaga Donizete da Farmácia (PMN), Marcelo Caleiro (PMDB), Pastor Cristiano (PSDC-PRB) e José Chiachiri Filho, da coligação Nova Geração, formada pelo PV-PHS-PRP-PSC. “É preciso manter a tranqüilidade e esperar acontecer, mas vejo com simpatia a possibilidade da minoria ter seu espaço na Câmara. Caso consiga mesmo uma vaga, serei a favor do que for melhor para a cidade, mas não vou curvar a cabeça, não”, disse Chiachiri. Das atuais bancadas, o PTB faria mais um vereador (Zezinho Cabeleireiro), o PT um (Cassiano Pimentel) e o PSDB elegeria Wágner Artiaga. “Estou muito confiante. Acho que aumentará a qualidade e a representatividade da Câmara. Temos informações de que há um acordo de líderes para que a votação seja feita em dois turnos na próxima semana. Há tempo hábil e interesse. Por isto, é bem possível que a mudança ocorra já”, disse Artiaga.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários